Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

1 de junho de 2005

Do que é fundamental (7º episódio: eu sou europeu, "Portugal" é o quê?)

O “não” francês, a que se seguirá por estes dias o holandês, representa antes de mais e sobretudo esse fosso entre quem dirige e quem é dirigido. Pessoalmente considero-me um cidadão da Europa e isso de “Portugal” nada me diz, descontada a língua e a história — não acrescento “cultura” porque a minha é mais europeia e até americana do que portuguesa e não me movem instintos de protecção aos “artistas” do burgo. Sou partidário pouco convicto do “sim”, todavia não vejo como um apocalipse a vitória do “não”. Percebo muito bem quem vota “não”.

Percebo menos bem quem vota “sim”. Porque poucos votarão “sim” pelas boas razões (que, bem entendido, são as minhas). [ Segue às 17:45 ]