Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

6 de setembro de 2007

O jornalista como cronista de estados, que não de factos?

O jornalista como cronista de estados, que não de factos? Também. Desde que os estados sejam relevantes por algum motivo, evidente. Alguns jornalistas fizeram disso arte (aqui no sentido da depuração maximizada, do aperfeiçoamento de uma rotina, retirando-a do estado de vulgaridade). Outros surgem subitamente capazes, sem dúvida impulsionados pelo próprio estado, pelo próprio momento.

Por alguma razão não me surpreendi por ler esta bela peça do Luis Carvalho: como bom fixador de instantâneos que (também) é, o Luis fá-lo independentemente da ferramenta. É útil uma pessoa saber usar muitas ferramentas. E ser bom em várias delas, é mais que útil, é uma alegria.

Além de que o estado aqui serviu de contextualização. Como leitor fiquei tão bem informado, ou melhor, sobre a vida e percurso de Dennis Stock, como ficaria com uma eficaz peça de rotina, cingida aos factos objectivos, recusando as emoções associadas.