Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

29 de outubro de 2020

Quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Um Kindle para o próximo fim de semana: The Socialist Awakening: What’s Different Now About the Left, de John B. Judis. Na Amazon. (Se não tens tempo ou tens curiosidade mas não é suficiente para comprar, lê How to move forward, de Sheri Berman.)

paulo@querido.org. Mudei o email do diário. Para me facilitar a separação do correio (recebo mais de 30 newsletters em 4 endereços), o diário passa a ter como endereço de receção o paulo@querido.org. Que é apenas um alias de paulo@querido.net, nada se perderá em nenhum caso, uso os dois .oO(e mais uns 4 ou 5, na verdade)Oo.. Mas facilita muito a separação. E mais vale fazê-lo já, quanto mais cedo, menos impacto.

Os novos partidos e o Orçamento de Estado. O LIVRE abster-se-ia. O Volt Portugal também — provavelmente. As razões estão nos links e são próximas. Ambos os partidos são ríspidos sobre a insuficiência ambiental. “O ambiente continua a ser relegado para segundo plano”, diz o Volt. “Enquanto partido da Esquerda Verde, consideramos esta proposta de OE globalmente insuficiente”, diz o LIVRE.

Porquê “provavelmente”? O Volt constituiu-se em Portugal depois das legislativas. Ainda não foi a votos. Não está no Parlamento. Se estivesse?

Dependeria muito da abertura do Governo para negociar com o Volt. Sem negociações provavelmente votaríamos contra. Com negociações o sentido de voto poderia ser o da abstenção”, explicou-me Tiago Matos Gomes, presidente do partido. “A última coisa que o país precisa neste momento é juntar uma crise política às crises pandémica, económica e social”.

Diferenças essenciais: o Volt refere o fraco ou inexistente auxílio às empresas, o LIVRE aplaude as respostas da UE à pandemia como ponto de partida para um melhor orçamento.

Eu estou com ambos.

Eleições e votos. Nas presidenciais é fácil decidir o meu voto. Será numa mulher. Ana Gomes ou Marisa Matias? Espero pela campanha. Se fossem este fim de semana, era Gomes.

Pior vai ser nas legislativas. Duvido que a CNE me facilite a decisão permitindo-me votar em percentagens. Se fossem este fim de semana e pudesse votar com percentagens, votava 40% no LIVRE, 40% no Volt Portugal e 20% no PAN.