Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

2 de novembro de 2020

Segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Palavra do dia: Consciência.

Não é sinónimo de responsabilização. Consciência significa permitir ao outro — a todos nós — perceber o que se passa, tanto as certezas como as incertezas. Significa construir confiança nas pessoas para que ouçam o que é dito e adequem os seus comportamentos. Não será possível — nunca foi — alinhar o comportamento de 10 milhões de pessoas. O segredo está em construir uma maioria de pessoas que confiem naquilo que está a ser feito e pedido”. Tiago Correia.

Opiniões. É o nome de uma nova rubrica. Com a ajuda de um infobot que programei com um algoritmo de avaliação, passo em revista as secções de opinião de alguns jornais online e — ena! — de alguns blogs que não morreram ou entretanto ressuscitaram. É uma secção para evoluir até à personalização. Por isso, se tens uma articulista do qual que não queres perder pitada, responde a este email indicando-a/o/as/os.

A entrevista em 5 bullets.

  1. Correu mal. O Presidente da República e o entrevistador tinham os seus guiões e este chocaram sem harmonia. Ruído em prejuízo da comunicação. Não estou a apontar o dedo a nenhum, mas a relevar o choque desarmónico.
  2. Marcelo parecia um trapezista. Ligeiramente inclinado para a direita, though. Mas o que creio ser o objetivo secundário foi alcançado: o eleitorado do centro não tem outro remédio senão votar nele.
  3. O PR tem dado cobertura ao Governo. Deixou-o bem claro. Quem ainda não tivesse percebido, ficou ciente. Tipo, se ainda não repararam, o PR tem sido o chefe da claque do Governo. Para que não restem dúvidas: o PR tem-se articulado com o Governo e dado cobertura a toda a ação e inação, o bom e o mau, do Governo. E ainda: em matéria de pandemia, o PR secundou sempre o Governo, exceto quando o precedeu.
  4. Sim: vamos entrar em Estado de Emergência.
  5. É pena Marcelo não falar senão para os convertidos. A lição que também foi a entrevista devia ser metida à força nas cabecinhas dos incréus. And I mean every word.

Tudo à mão. Um leitor perguntou-me se conhecia o Substack, estando implícita a sugestão para editar o diário. Sim, conheço e uso na Plural, essa sim uma newsletter. O diário é mais uma conversa, mas a razão para não usar o Substack é outra. Um parte do diário, o linklog, é escrita por agentes que programei. Eu escolho os artigos e limito-me a atirar para um marcador no browser o respetivo URL; às vezes mudo o texto, que por defeito é o título e a descrição do artigo. A partir daí, é com os meus agentes. Um pedaço de código encarrega-se da tradução — o mais certo é já teres reparado que os textos do linklog às vezes enfim ;), é um work in progress melhorar esse bloco — e na altura de juntar os links do dia e cozinhar a secção, entra em cena outro agente.

Na realidade eu não escrevi esta mensagem por inteiro. Escrevi o texto usando a Medium. Um agente encarrega-se de puxar o texto e publicá-lo no meu site. Outro pedaço de código junta os dois ingredientes e cozinha-os para serem enviados através da nuvem da Amazon.

Se o Substack tivesse uma API através da qual eu pudesse injetar o diário assim preparado, estaria a usá-lo.

Espera! Porquê tudo à mão? Isto parece é tudo automático. Bem… Estes automatismos não foram comprados no mercado. Este diário é um produto 100% artesanal, o artesão até construiu as ferramentas.

Opiniões

Miguel Graça Moura sobre Lisboa e a pandemia: Quando é que vamos acordar?. dn.pt

Ana Sá Lopes sobre PSD e Chega: A direita normalizou Ventura e o Chega. publico.pt

Manuel Molinos sobre Serviço Nacional de Saúde: Os heróis não viram as costas . jn.pt

Pedro Filipe Soares sobre PSD: Falsa partida. esquerda.net

Raquel Varela sobre Serviço Nacional de Saúde e pandemia: O que aconteceu na Suécia?. raquelcardeiravarela.wordpress.com

Pedro Sampaio Minassa sobre Donald Trump: Uma vitória de Biden é o melhor anticorpo para a América Latina. publico.pt