Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

19 de novembro de 2020

Quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Faço parte da minoria que:

  1. acha ridícula a atual vaga de marketing em torno da vacina Covid-19, com cada laboratório a posicionar a sua vacina: um na resposta rápida, o outro na rede de distribuição, outro nos idosos, outro nos novos… Cada laboratório escolhe o seu nicho
  2. sorri com a corrida às percentagens, com cada vacina a declarar-se melhor que a da véspera
  3. avalia o efeito placebo do anúncio da vacina: um dia parece que será melhor para os governos porque a mole ganha um novo alento, no dia seguinte parece pior porque a mole extravasa o entusiasmo e atreve-se à crítica violenta
  4. segue com particular atenção a revolução tecnológica, a mudança de paradigma no desenho de vacinas
  5. aguarda com prudente otimismo que haja vacinação pública para os primeiros grupos em fevereiro, aumentando os círculos até estar disponível para toda a gente na Europa até abril, em África até novembro.

Num diário desta semana escrevi que o PS tem de montar uma defesa contra o avanço da extrema-direita. O PSD como barreira já se viu que não só não tem qualquer préstimo como prefere o papel de avenida. A desastrosa entrevista televisiva de Rui Rio comprova-o e sublinha-o e reafirma-o uma vez mais, para que não subsistam dúvidas e os intelectuais da direita saibam que são irrelevantes.

Ter o Secretário-geral adjunto José Luís Carneiro a colocar artigos na Imprensa, como este Não podemos ignorar! no Público, é uma bala. Espero francamente que haja mais e mais potente no armeiro do Largo do Rato.

Quando clicares, no linklog abaixo, no artigo do thecorrespondent.com, o browser mostrar-te-á uma imagem semelhante a esta:

The Correspondent é o primeiro dos sites de algum porte que vejo a adotar esta técnica. Há 10 anos, ou mais, defendia eu que os jornais online deviam todos fazer isto. O Thomas Baekdal fá-lo também — fui assinante dele uns bons 8 anos e trocámos muitas vezes correspondência, nomeadamente sobre este assunto, até o entrevistei para uma newsletter que editei aqui há uns 6 anos. Se eu tivesse um site com algum conteúdo fechado, dava este benefício aos assinantes.

É a situação mais parecida com a partilha do jornal físico, que sempre se fez. Quando andava de Metro e de barco eu, e tantas pessoas, comprava o jornal, lia-o e deixava-o na cadeira. E lia os exemplares deixados por outros.

Gostava que o Público adotasse esta prática.

Não conheço resultados do The Correspondent. Conheço os do site do Thomas. O que te posso dizer, sem trair a confiança, é que esta estratégia do link que abre o conteúdo foi essencial para o crescimento da base de assinantes dele.

Hoje não tenho disposição e tempo, mas no diário de amanhã tenciono abordar o abalo telúrico que se está a sentir na União Europeia e que pode causar a fragmentação do PPE — a “família” política a que ainda pertencem PSD e CDS. E sublinho o ainda. Amanhã há mais.

Canseira: extrema-direita. Excitação: partidos verdes.

Opiniões

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