Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

10 de abril de 2011

A triunfante cultura da ligeireza favorece o não-pensamento

João Lopes escolheu um tweet de José Manuel Fernandes para levantar uma questão que — gostemos ou não de a enfrentar — importaria trazer à colação numa conversa sobre o jornalismo português (e em qualquer língua e latitude).

Respigo uma frase de O PS não se reuniu em Nuremberga: “importa discutir esta triunfante cultura da ligeireza e da irresponsabilidade que, incrustada no carácter “juvenil” de algumas formas de intervenção na Net, todos os dias favorece o não-pensamento — e muitas formas de facciosismo pueril“.

Não são de hoje nem de ontem os alertas para os efeitos secundários da quebra de barreiras à utilização de meios de comunicação de massas. A facilidade de premir um botão e publicar uma frase é inimiga do cuidado que a publicação em geral acarreta(va). Se isso é pouco menos que irrelevante para a maioria das pessoas, não deixa de ser um problema para os criadores e os curadores da informação digital. A naturalidade das conversas não deve obliterar a consciência do valor basilar da atividade em linha: a reputação.