Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

17 de junho de 2010

Estar em rede não é um dever nem uma obrigação, mas confere uma vantagem

Mais uma sessão de Perguntas e Respostas, agora sobre redes sociais e numa perspectiva mais de empresa.

P: A que se deve a expansão das redes sociais para a utilidade que as pessoas dão nos dias de hoje? (impulsionar uma marca, movimentos de cidadania, âmbito profissional)

R: A expansão das redes sociais deve-se ao facto de irem ao encontro de uma das necessidades das pessoas que ainda não estava devidamente respondida pela civilização tecnológica. A necessidade de comunicarem de forma livre e espontânea. Os movimentos de cidadania vêm em seguida, com a organização ad-hoc proporcionada pelas redes e os seus efeitos multiplicados pelo ambiente reticular. Os aproveitamentos para a comunicação profissional seguem-se, logicamente, e só depois entram em cena as estratégias comerciais.

P: Acha que a inserção das empresas nas redes poderá ser benéfico em que pontos?

R: A inserção das empresas nas redes só as beneficiará se forem capazes de compreender e aceitar a cultura reticular e a ela adequarem as suas comunicações e os seus processos de venda (se for esse o objetivo) ou outros. A partir desse ponto, será tão benéfica como a inserção noutro qualquer meio de comunicação e socialização.

P: Qual será o futuro das redes sociais para as empresas? Será que irá substituir os meios de comunicação social e a publicidade?

R: O futuro é, no curto prazo, penoso. À partida, não substitui forçosamente os meios de comunicação de massas tradicionais e a publicidade. Amplia a gama de utensílios de comunicação disponíveis e aumenta o número de canais de divulgação e de retalho. As opções por um ou mais meios de comunicação e canais para alcançar os clientes dependem dos objetivos e dos recursos das próprias empresas.

P: Num futuro próximo ter uma rede social será uma obrigação profissional e lidar bem com esta tecnologia um dever?

R: Não. Estar em rede e lidar com a tecnologia não é um dever nem uma obrigação, mas confere uma vantagem. Hoje e durante algum tempo, conferirá vantagem.