Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

12 de fevereiro de 2009

Facebook: portugueses e brasileiros no fundo da tabela

Mmenos de 1 português em cada 100 tinha uma conta activa no Facebook no dia 2 de Fevereiro e dos 15 países que investigámos apenas um registou pior: o Brasil, onde pouco mais de 1 em cada 1.000 cidadãos está na rede social mais badalada em praticamente todo o mundo.

Por outro lado, a consulta revela um dado curioso: a percentagem de mulheres é mais elevada que a dos homens — isto excepto em dois países, Itália e Grécia (ver tabela interactiva abaixo).

Os dados demográficos revelam indícios desconcertantes nesta primeira análise. A geografia não é o factor diferenciador: paises próximos, como a Itália e a França, têm percentagens “normais”, com 1 em cada dez cibercidadãos registado no Facebook. A Espanha menos, 1 em cada 20, mas ainda assim um score cinco vezes superior ao caso português.

A dimensão ou a riqueza de um país também nada interfere na utilização desta rede social. Países tão distantes entre si nestes dois factores como a Bulgária e a Alemanha estão muito perto no “ranking”, com 1,82% e 1,58%, respectivamente, das suas populações ligadas.

Não é fácil entender as ausências de portugueses e brasileiros, dois países que aderiram cedo às redes sociais. Talvez se possa explicar pelo excesso de oferta? No caso do Brasil, a rede Orkut é um fenómeno há muitos anos, sendo os brasileiros os principais “clientes” da rede da Google. Em Portugal foi o Hi5 a captar a atenção geral, embora tenha conquistado sobretudo jovens, repartindo o topo das preferências com o MySpace.

Contudo, estas primeiras redes sociais possuem raios de acção limitados, enquanto o Facebook é o protótipo das redes modernas, abertas à agregação de conteúdos, grupos e pessoas, e com possibilidade de incorporar aplicações externas. Conjuga alguma informalidade com a partilha de documentos, gostos e links, mas com latitude para um uso profissional dos perfis, semelhante ao que podemos encontrar no LinkedIn. A isso soma-se a programabilidade e a agregação de conteúdos importados de outras redes, bem como, a breve prazo, alguma ubiquidade: os perfis Facebook poderão ser incorporados em blogues e sites de jornais, por exemplo.

Desde o Natal tenho notado um acréscimo de utilizadores portugueses no Facebook — mas também noutra rede de crescimento explosivo, o Twitter. Apesar disso, a quantidade de portugueses ali presentes é ainda muito pequena, como se pode comprovar na tabela abaixo. Que é dinâmica e interactiva: clique nas etiquetas de coluna “país”, percentagens e “total” para reordenar a tabela segundo esses critérios.

 

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Paulo Querido, jornalista