Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

12 de julho de 2011

Plus: a mais viral das redes, a caminho do sucesso (o 1º da Google na área)

O Google Plus é a Grande Novidade. O Grande Entusiasmo do momento. De facto, a rede tem um potencial de crescimento incrível e está a surpreender toda a gente — incluindo os mais críticos.

Mesmo em Portugal. Repare-se que em menos de duas semanas de existência já aderiram ao G+ cinco meios de comunicação social. Talvez prematuramente, pois a Google tem planos para contas no G+ específicas para organizações, de forma a não se confundirem com as contas pessoais, mas isso são outros 500: importa-me agora realçar o crescimento.

Esta imagem diz tudo — e é provável que quando acabar de escrever já estejam mais 2 ou 3 jornais no G+:

Primeiros meios de comunicação portugueses no Google Plus

Mais sobre esta conversa aqui.

Nas últimas horas assisti a uma leva de pessoas a chegar que nada têm a ver com os grupos que tradicionalmente aderem em primeiro lugar às novidades. E uma das principais “razões” apontadas para não ir para o G+ está a cair por terra mais depressa do que leva a soletrar f-a-c-e-b-o-o-k-i-s-h-i-s-t-o-r-y: o “deserto” que o G+ pretensamente será, por não estarem lá os nossos amigos das outras redes.

Pelo que tenho visto, desta vez os geeks não tiveram direito a mais que 2 ou 3 dias de fama dentro da rede. Ao contrário do Twitter, onde reinaram por muitos meses antes da rede chegar ao mainstream, no G+ já foramn ultrapassados. Estão a chegar as primeiras celebrities e a par delas o público com mais tempo livre. Por este ritmo, dentro em breve a ação interessante estará no G+ e o Facebook começará a ficar parecido com o Orkut, o MySpace, o Hi5 e, para os mesmo antigos, o IRC e os newsgroups: locais onde deambulam almas penadas e aves de rapina, sobressaltando e afastando os distraídos e os conservadores.

Alguns observadores acham que a dimensão do Facebook — uns 750 milhões de contas — é de molde a garantir-lhe um escudo de sobrevivência maior. Duvido. À escala nas suas épocas áureas, o MySpace e o Hi5 eram da mesma dimensão que o FB, se não maior. E nos seus tempos os newsgroups e o IRC simplesmente não tinham concorrência, sendo do tamanho da internet que então existia. O tamanho não oferece garantias.

Eu até penso — ou pensava, já não estou certo — que o Facebook tem uma vantagem: os arquivos de imagens das pessoas que lá andam farão que com tendam a permanecer. Mas ao ver a adesão em massa — e os pedidos de convites — que se tem verificado nas últimas horas na nossa pequena escala portuguesa fiquei com dúvidas. E se lhes juntar o peso específico do que é uma conta Google — acesso ao nosso correio, à nossa pesquisa, às nossas imagens no Picasa e videos no Youtube, aos nossos blogs no Blogger, ao nosso Reader — é fácil de perceber que a balança da comodidade pode pender rapidamente para o lado do G+.

Parece-me que o potencial viral do G+ é imenso. Maior que o das outras redes, Twitter e Facebook.

O de crescimento é, com certeza.

Já li por aí, e fiquei atento, que o G+ a ameaçar alguma coisa é o Twitter, não o FB. Reservo uma conclusão para mais tarde pois acho apressado, mas compreendo o porquê (duvido é que o Twitter seja “ameaçável” assim, e agora).

O que torna esta análise complexa é que as eventuais razões não se prenderão tanto com as funcionalidades de cada rede, como apontam os que se atreveram às profecias nesta altura, mas com as decisões das pessoas relativas à atenção que atualmente dispensam às suas redes. Quantas se limitarão a adicionar mais um gasto de tempo, porque dele dispõem, quantas sacrificarão de imediato uma rede — e qual –, quantas irão aos poucos desistindo de uma das redes por manifesta falta de atenção. Voltarei ao tema noutra altura.

Agora, quem disse que o G+ estava vazio e que por isso o FB ia continuar a ser “melhor” vai ter de mudar de campo rapidamente. Muito rapidamente, pelo que vejo. Mais aqui.