Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

24 de agosto de 2005

2 much about nothing?

As primeiras reacções ao Google Talk são de alguma desilusão. Confesso-me perplexo: esperavam o quê de uma primeira versão de um aplicativo que vem para um mercado maduro, onde há pesos-pesados a desenharem produtos para milhões de pessoas, há anos? Milagres?

O meu amigo Bordalix sintetiza o discurso geral (respigo daqui): «I downloaded the client, install it, and then… well… then nothing: there is no one to talk to, there are no smileys, emoticons or shaking windows, no sex appeal. Ok, I can see my gmail contacts there, but hey, they already have a IM (MSN, Yahoo or ICQ), 90% don’t have a gmail account, and they don’t understand a nut about Internet, they just use it. Finnaly, the voice quality is worst than others, like Skype and VoIP Buster, so, there is no reason at all for me to change to Google talk.».

Por mim, fiquei bastante satisfeito com um mensageiro simples e (ainda) sem o camião-TIR de paneleirices bells and whistles que torna os MSNs deste mundo em pesadelos profissionais e familiares. Questão de gosto, certo. Gostei de ver que, apesar do hype ter provavelente levado a uma avalancha incrível, o Talk esteve a tarde toda com níveis de serviço aceitáveis.

Em termos de VoIP têm muito para andar até se chegarem aos calcanhares do Skype. Certo. Mas, ei, é feito pela melhor equipa de nerds dos EUA, com o mais gordo porta-moedas do planeta e, above all, a melhor marca do sistema solar: Google. Ou muito me engano, ou em menos de um ano dois mercados, VoIP e Instant Messaging, terão novo líder.