Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

30 de janeiro de 2008

A carta do Clix: é difícil imaginar pior

Estou atónito. Também recebi a odiada carta do Clix. Não me interpretem mal: mais depressa pago 7,5 euro para ter tráfego ilimitado do que regresso à PT ou a um dos seus clones, seja qual for a operação de maquilhagem que tenha sofrido. Tenho memória.

Mas eu não sou um cliente vulgar. Ok.

Estou atónito é com a falta de destreza do grupo a que a Optimus pertence. Devo ser muito burro. Primeiro, atiram fora aqueles milhões todos numa campanha de publicidade tão maciça quanto agressiva e longínqua do seu alvo natural. Logo a seguir, e num momento em que a concorrência no triple play está finalmente organizada e inunda o mercado com o ar da inovação (só o ar, que a inovação nesta área até foi… do Clix), vêm com uma carta circular aos clientes demencialmente mal escrita e ameaçadora?

Digam-me com clareza: querem perder clientes mas não sabem como colocar a coisa, é isso? Ou é desorientação? Ou é o quê, que me escapa completamente?

Já agora, mas alguém dentro dessa empresa/grupo acredita que um cliente recebe uma carta a propor-lhe “em alternativa” a cobrarem-lhe um “tráfego adicional” que ele nem sabe se tem porque nunca se teve de preocupar com isso (era uma vantagem vossa, topam? Facilitavam a vida) mas calcula logo que sim, “em alternativa” pode passar a pagar mais “apenas 7,5 euros por mês aderindo à Happy Hour Clix”?

Mesmo descontada a incongruência que é uma hora que dura 24/7, esta vossa comunicação é um tratado de mau marketing na pior altura de um movimento de mercado que vos pode atirar para fora do ringue num ápice. Num zon.

(Era um trocadilho imperdível; eu se entender mudar vou para a Vodafone, andar para trás é que não).