Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

16 de setembro de 2006

A estreia do Sol

O Luiz Carvalho acabou de ler o primeiro número do jornal Sol e fez logo a sua crítica no instante fatal. As suas primeiras conclusões são más, de uma ponta a outra do novo semanário português acabadinho de nascer.

É um remake do Expresso antes do Berliner. Um remake é sempre mau, quando é baseado no passado pior. Faz lembrar os carros de Leste no tempo do comunismo: a Lada começava a fabricar uma réplica do Fiat quando o modelo acabava.

Acho sinceramente que aquilo é tudo menos o que devia ser um jornal novo nascido no seculo XXI. Não traz uma ideia nova, um conceito inovador. Não é nada. É velho, ressabiado, cheio de nostalgia da Duque de Palmela. Provavelmente só lhes falta voltarem a escrever numa Hermes para a coisa ser mais saudosista.

(em Sol a quente, negrito meu).

Eu conheço o Luiz Carvalho e a sua frontalidade mesmo perante amigos. Ainda não vi o Sol em papel, só depois de almoço o tentarei comprar. Depois darei conta da minha opinião. Mas, Luiz, um primeiro número é sempre mau. Mesmo que se tenham feito dezenas de números zero. É o que me diz a experiência.