Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

9 de outubro de 2005

A gritar sozinho no deserto

A GRITAR SOZINHO NO DESERTO. Subscrevo os slogans propostos pelo Pedro Fonseca neste post.

Gostei bastante da posição de Manuel Pinto, que é cautelosa sem deixar de pedir responsabilidades ao Público, mas por deixar enrolar esta bola de neve que a aumentar (e isto já sou eu a falar) acabará por esmagar os jornais da mesma forma que a gritaria pública e gratuita do “tribunal da opinião pública” esmagou a Justiça.

Aqui vão duas perguntas aos “promotores” e “abaixo-assinados” da micro-causa: como será possível defender a liberdade de expressão e de imprensa sem garantir o direito ao anonimato das fontes? Que ganham com a gritaria pública do assunto os promotores da campanha?

Bom que Paulo Gorjão tenha levado a discussão à sede própria, onde ela tem algum cabimento. Mau, muito mau, que a traga para a rua, que não lhe fará bem algum.

A minha não é uma reacção corporativa. É claro que gostava de SABER como é que o Público se escora neste caso Felgueiras mas é curiosidade jornalística, como cidadão não me passaria pela cabeça colocar o jornal (e seus métodos) em causa. Respeito o seu livro de estilo, cuja leitura recomendo. As questões da ética jornalística ou são discutidas nas sedes próprias (ouvindo a “sociedade civil”) ou dizemos adeus ao (que resta do) jornalismo. Toda esta macro-campanha contra o Público cheira mal, é lamentável e nada trará de positivo nem ao jornalismo, nem ao “bloguismo”. É a minha opinião. Devo dá-la, mesmo sabendo que fico a gritar sozinho neste deserto de seguidismo.