Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

19 de abril de 2007

A música e a sua devolução a quem a faz e dela gosta

O Carlos Araújo Alves, que entre outras coisas é melómano, publicou ontem no Ideias Soltas um texto que recomendo: Web 2.0 coloca mercado da música em ebulição.

Há várias razões para a recomendação deste post, que descobri ao ler as propostas no DoMelhor.. A primeira das quais é fazer notar que quem o escreve não é propriamente um jovem adepto do P2P ou da pirataria, nem um conhecido entusiasta dos movimentos críticos do copyright. O Carlos, como consumidor apaixonado, está a descobrir aquilo que alguns divulgadores da web andaram a prevenir que aconteceria: os músicos e compositores descobrem as virtualidades da web, na qual (re)descobrem o prazer do contacto com os ouvintes, que por sua vez descobrem que há um mundo imenso de sons por descobrir além da ditadura do gosto que governou os seus ouvidos ao longo de meio século.

«Em boa verdade [...], se parece agora certo que as editoras serão muito mais selectivas, reservando as suas iniciativas a mercados muito mais vastos (atente-se nas fusões a nível mundial), a verdade é que dá ideia de que os músicos começam a agarrar uma nova oportunidade de negócio, via internet, criando os seus próprios espaços», escreve.

E logo adianta, entre exemplos que começam a ser abundantes também em Portugal, o caso do músico de jazz que «já aposta mais no seu myspace do que no seu próprio site; no Black Metal o Alex Clément, com nome artístico de Ishkur, tem uma experiência em rede bem vigorosa através de uma interligação estreita entre o seu myspace, o seu Hi5, o last-fm e o seu site!» (contexto e sobretudo links, conferir por favor o texto).