Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

19 de julho de 2006

A nação paralisada!

Ligaram-me agora do Jornal de Notícias. Por causa — adivinharam — do ataque “pirata” ao Abrupto. Como passei o dia imerso em trabalho nem me ocorreu que isto podia tomar tais proporções. Lá dei os meus dois cêntimos de opinião para a coisa: DNS hacking é para rir (o “custo” da operação reserva-a para grandes alvos e quando digo grandes não me refiro a nenhum dos conceitos de grande aplicáveis a Pacheco Pereira, refiro-me a bancos e daí para cima), passwords roubadas ainda é mais risível, inclino-me para o “simples” hacking ao Blogspot dos spammers e sploggers.

Trocando em miúdos, e desculpem lá não se me ver a roupa interior na genuflexão, o objectivo não seria Pacheco Pereira, o político, o intelectual, o historiador, o destemido, o maior, o sei lá o quê, mas muito prosaicamente um endereço com atraentes hits e links. Na gíria: um petisco para a maquinaria promocional dos viagras e afins.

Pronto, está dito o que penso e abro o peito ao que aí venha. Alegremente: com o Abrupto a prometer duplicar os visitantes hoje, pode ser que o meu Sitemeter também suba um pouco! (Embora o efeito Slashdot hoje valha muito pouco nos pesos pesados da blogosfera, muito menos do que há um ano ou dois, conforme tenho constatado, ao ponto de duas menções seguidas no Blasfémias não renderem aumento algum.)

A nação paralisou. Caramba, li de tudo! O prémio da imbecilidade teria de ir para os comentadores da notícia no Portugal Diário, ler o que escreveu ACJ.

E não me refiro apenas à nação blogosférica (seguir aqui), transbordou para o país real. Aposto como ainda veremos hoje um noticiário abrir com o “amordaçamento”, o silenciamento do Abrupto. Quais fogos de Verão, quais Mundial de futebol!

Há quem, solidariamente, tenha feito greve de zelo não escrevendo enquanto os ladrões não devolverem o Abrupto ao seu dono.

Há quem procure os culpados para os pendurar na forca: isto não se faz ao nosso mais célebre blogonauta.

Alguns, mais humildes, deram apoio logístico: pistas, informações.

UPDATE: fiquei na dúvida sobre a atribuição do supracitado prémio a ACJ: «Aparentemente, o que se passa é outra coisa. Terá sido um ataque ao coração do sistema. E não espantará ninguém que tenha sido escolhido o blogue de Pacheco Pereira» (Eduardo Pitta no (até hoje, respeitável) Da Literatura)