Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

23 de maio de 2006

A vulgaridade (ou: o que vai da instrução à educação)

O que mais me choca em todo este caso Carrilho é a vulgaridade de um homem de quem legitimamente esperava mais, um homem que não só se doutorou em Filosofia como a seguir publicou obra digna. Não há uma notícia positiva ou elevada sobre o homem, seus pensamentos ou actos. Fora da protecção proporcionada pela imprensa cor de rosa, sessão e debate onde ele participe resvala sem apelo nem salvação. A verdade do que possa dizer é engolida pela sua vaidade; sem sequer aspirar a banda sonora, a sua argumentação nunca passa do estatuto de música de fundo da sua crispada e esforçada actuação.

Afinal, o espelho de Pedro Santana Lopes não era José Sócrates.