Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

25 de novembro de 2004

Água, golfe, Alentejo e turismo

A conversa andou por aqui. Ouvi umas coisas sobre gestão de campos de golfe. Quando tiver tempo (umas férias já eram merecidas) vou estudar melhor o campo de pesquisa que hoje se me abriu.

Do efeito positivo de Alqueva sobre o Alentejo, gentes e economia ficamos semi-conversados; só me falta ir lá para confirmar (ou desmentir) o que teorizo com base no que vejo/ouço. (Ir juntos era engraçado.)

A água, esse problema cada vez mais bicudo para o mundo em geral e o Sul de Portugal em particular, é que é o busílis. Parece que a gestão (privada, é bom sublinhar) de campos de golfe está atenta, o que é normal e saudável: um gajo deve precaver o futuro da sua xafarica. A tecnologia permitiu na última década cortar com os enormes desperdícios e hoje uns hectares de relva consomem menos que um laranjal. E em breve o aproveitamento de águas residuais (não potáveis) estará (poderá estar) integrado nessa gestão. É até coerente defender que, pelo menos nas bolsas golfistas como o Algarve e o Alentejo, o tratamento de esgotos passe do sonho prometida e não cumprido pelos dirigentes da área política para uma eficaz realidade ecológica sustentada pela actividade privada do golfe (que foi bastante caluniada por ameaçar o equilíbrio ecológico. Isto mais ou menos foi o que ela disse e eu quero saber mais e a seu tempo vou estudar (estudar != sacar uns links do Google, bem entendido). Vale a pena.

{ zetee, tu que pairas por esses lados, bem que me podias dizer o que pensas aí da barragem e seu impacto, que deve ter chegado aí à terra. Sabes que respeito a tua opinião mais depressa que a de… enfim, ficamos por aqui }