Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

4 de fevereiro de 2005

Alguns leitores não puderam decifrar o meu post dando conta da boa notícia que é a entrega em breve das duas máquinas da Chip 7 para o weblog.com.pt. Pelo que decidi republicar o título desse post, cujo original está nos arquivos aqui, bem como a frase em calão que, sendo um ex-libris do meu avatar pTd, sendo um dos meus recursos de linguagem quando perante determinado tipo de assembleias e leitores (ai ai, se conhecessem o meu amigo Nuno!…), não cai bem a outros leitores meus. Por respeito para com esses, e a bem da versatilidade da Língua Portuguesa vernáculo incluído, faço aqui algumas traduções.

Original do título: Foda-se, tá quase!

Versão 1: Ah, está quase!

Versão 2: Oh, está quase!

Versão 3: Bem haja, está quase!

Original da segunda frase: Pá, deixa-te de merdas: YES! Foda-se! Tá quase!

Versão 1: Olha, deixa-te de comedimentos: SIM! Bravo! Está quase!

Versão 2: Ó, deixa-te de palavrinhas mansas: SIM! Bem! Está quase!

Versão 3: Rico, não seja tão comedido e diga isso alto e bom som: SIM! Viva! Oxalá!

O meu avatar já está avisado. Doravante, tomarei a precaução de fazer a tradução simultânea sempre que entender recorrer a calão e gíria.

Para os meus “outros” leitores, traduzo: foda-se, sempre que tiver de usar estas expressões fodidas e tal, por cada caralhada, pás, lá encavarei junto a puta da tradusseixon para não ferir susceptibilidades aos leitores mais sensíveis ao uso da língua.

Escolha a sua versão de assentimento:

Versão 1: foda-se, tá assente, caralho!

Versão 2: Apre, ficamos compreendidos!

Versão 3: Irra! É ponto assente!

Nota pós-escrita: aceitam-se mais versões. Não quero que falte nada aos leitores d’(o vento lá fora)*.

Segunda nota: «as variedades lingüísticas de qualquer natureza, numa seqüência que compreende a linguagem técnica, a gíria, o calão ou a mera linguagem descuidada, são extremamente importantes no processo de revigoramento e na modernização da própria língua», Volnyr Santos, Doutor em Letras e Professor de Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa (link).

Terceira nota: «Acreditamos que as expressões idiomáticas e o calão são uma parte nobre e rica da língua Portuguesa. Ao mesmo tempo que inclui verdadeiros tesouros, este domínio é frágil e muitas vezes os termos têm um tempo de vida curto.» Projecto Natura em curso no Pólo de Braga da Linguateca (link)

Quarta nota: exemplo de pesquisa no Dicionário aberto de calão e expressões idiomáticas, da responsabilidade do projecto Natura (link), pelo muito popular verbo “foder”. Repare-se na riqueza das expressões associadas, em particular as minhas favoritas ( quando não estou a escrever n’(o vento lá fora)*, claro está…) “monta-te num porco” e “dar uma ponteirada“.

Resultados

vai-te foder

level — calão carroceiro

sem — ordem de não aborrecer e de se ir embora

isa — interjeição

syn –

1. monta-te num porco

2. vai ver se estou lá fora!

foder

level — calão carroceiro

sem — causar prejuízos ou embaraços a alguém

syn –

1. quilhar

2. tramar

3. lixar

4. prejudicar

level — calão carroceiro

sem — copular

syn –

1. fazer* amor

2. pinar*

3. quilhar

4. copular

5. dar* uma ponteirada

6. fornicar

7. transar

8. pinocar