Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

4 de julho de 2005

Anatomia de um crime de difamação

Ao longo das duas últimas semanas estive envolvido numa nada dignificante troca de insultos com um ex-sócio. Sendo este blogue o meu arquivo público, aqui fica devidamente arquivado e comentado o caso. Transcritos os textos por ordem cronológica descendente e com comentários a propósito, por mim escritos hoje. Uma vez que uma das partes fugiu sempre aos esclarecimentos, penso que a leitura sequencial é a única ferramenta de análise de um exemplar crime de difamação (textos em itálico, comentários actuais a negrito).

Ainda antes de lá irmos, uma breve nota. A empresa que lancei com o autor das difamações tinha oito sócios, foi constituída por volta da Primavera de 2004. A meio do Verão coloquei a minha quota à disposição dos outros sócios. Meses depois fui notificado de que tinham decido fechar a empresa, decisão para a qual não fui consultado nem tinha de ser (eu era sócio minoritário, não-gerente, e há semanas sem contacto com a actividade da empresa). Isto para explicar que nada tive a ver com o encerramento dessa empresa. Mais: esse encerramento provocou um realinhamento não pensado antes. Devido a compromissos, acabei por ter de envolver a pauloquerido.com num ramo de actividade combinado entre eu e um amigo desde 2003, mas que entretanto fora decidido colocar num projecto autónomo embora sinergético (essa mesma empresa, constituída mais de um ano depois da data prevista, com sócios como este difamador e que acabou por não sobreviver, infelizmente).

Vamos então à anatomia de um crime de difamação.

13 Junho 2005

Ouçam este homem

Sim, porque quando se fala em enganar os outros, ele sabe bem do que fala.

Jorge, 9:11 PM

[ele com um link para https://paulo.querido.net/2005/06/commercial_proposal_to_jay_abraham; o autor, Jorge Candeias, dispara um primeiro ataque com uma difamação velada: eu engano os outros]

Felga-se, ganda boca!! 8-o

Toxa Lhissabônets | Homepage | 06.17.05 – 10:14 am | #

Podias ser mais explicito, Jorge? Ou devo abrir o arquivo da Qde9 ao público?

Paulo | Homepage | 06.29.05 – 1:29 pm | #

[em linguagem calma, peço ao proto-difamador que seja mais explícito, recordando-lhe que a documentação sobre o único assunto que tive em comum com ele - e a que ele alude - foi gravada e está disponível para ser tornada pública, caso seja necessário.]

Realmente, aí está uma coisa que iria jogar bem com o resto da falta de escrúpulos. Especialmente tendo em conta que no arquivo da Qde9 há quem minta com quantos dentes tem na boca acerca de coisas ditas em reuniões que não iriam ser abertas ao público.

Perfeito, sim senhor.

Jorge | Homepage | 06.29.05 – 3:13 pm | #

[Note-se a ausência de resposta e o aproveitamento para nova difamação; além de afirmar, sem prova alguma que eu sou de "enganar os outros", não só recusa a exibição da prova como aproveita para, sempre veladamente, me acusar de falta de escrúpulos; avisa logo, não vá o diabo tecê-las, que o arquivo está infestado de mentirosos, e ele obviamente não faz parte deles.]

Tás mesmo a pedi-las, efectivamente. Assim os teus leitores poderiam saber realmente a espécie de pessoa que tu és.

Paulo | Homepage | 06.30.05 – 11:13 am | #

[Reajo com tristeza, mas ao mesmo tempo informando, em benefício de inventário, que não tenho apreço pela pessoa em causa. Minutos depois decido levar o assunto para o meu blogue, ler abaixo]

30 de junho de 2005

Da arruaça

Há pessoas que não enganam. Presumo que os conhecem: são os natural-born troca-tintas. Gente capaz de intoxicar uma reunião, um grupo de gente, um amigo, 80 leitores. Indivíduos incapazes de se enxergarem. Com um ego maior que eles próprios, cegos às evidências, cegos aos laços e compromissos (embora colem ao peito a etiqueta de esquerdistas).

Eu conheci algumas pessoas assim, infelizmente. Mas como um azar nunca vem só, um dia até fui sócio de uma. A empresa era engraçada, as pessoas que a compunham estimulantes. Até ele, na verdade, era promissor, um jovem escritor com algum talento, duas ou três ideias boas e aparente vontade. Claro, nunca eu o tinha visto em acção. Depois vi-o em acção. A empresa fechou, com dois sócios a fugirem dela, indignados. A empresa não chegou sequer a iniciar actividade. Mal se organizou a estrutura este nosso “amigo”, que no momento das escolhas fugira de um cargo de responsabilidade, passou a disparar contra os responsáveis com uma caçadeira de chumbo tão grosso que salpicou até quem, como eu, tinha um lugar marginal na estrutura e não estava entre ele e os seus alvos.

Empresa desfeita, bico calado, que isto uma pessoa gosta de ser discreta face aos seus falhanços. Ah, mas não o Jorge Candeias.

Não, o Jorge Candeias não. Ele é mais do género de não conseguir ficar calado. Não aguenta. Não se aguentou. Ao fim de uns mesitos a esforçar-se por ser pessoa, acabou inevitavelmente por se chibar.

Como o Jorge Candeias é uma pessoa de fortes rancores, quando abriu a cloaca despejou-a sobre mim. Ainda bem: agora como noutra

altura, sirvo eu de amortecedor. É um papel que cumpro com agrado.

Como o Jorge Candeias é um indivíduo sem carácter, explica à saciedade que há “coisas ditas em reuniões que não iriam ser abertas ao público”. Nessa explicação, Jorge Candeias abre todo o seu jogo. Bem ao jeito dos cobardes que gritam “agarrem-me senão dou cabo dele” enquanto se refugiam nos braços dos amigos, o Jorge Candeias grita “cuidado” comigo que vou fazer aquilo que ele próprio começou por fazer. Ateia o fogo e depois acusa os bombeiros de usarem gasolina em vez de água.

Além de cobarde é irresponsável. Injuriou-me, eu estou aqui a injuriá-lo e por aqui me ficarei; uma vez basta. É fatal como o destino o Jorge Candeias redarguir no seu estilo de candidato a arruaceiro. Eu farei por me conter. Como diz um ex-amigo comum, ele é mais violento do que eu, mas eu sou mais inteligente do que ele. Ao que retorqui com veemência: olha que eu consigo ser mais violento do que ele, mas ele não é capaz de ser mais inteligente do que eu! E desligámos.

Por pTd às 11:15. 453 palavras para a secção compre um cérebro!

[assim abrindo o meu livro de contra-difamações, a saber: troca-tintas, intoxicante, cobarde (várias vezes e em várias situações, diria que se trata de uma cobardia genética) e mal intencionado. Tenho dúvidas que rancoroso seja difamatório, mas que fique em acta. Idem para falta de carácter. Aspas para irresponsável. Arruaceiro, pois sim, é difamação ou elogio, cada um tomará como quiser]

Os meus leitores sabem perfeitamente a espécie de pessoa que eu sou, obrigado. E só espero que os teus leitores nunca tenham ideias que te apeteça roubar, para não ficaram a saber da pior forma a espécie de pessoa que tu és.

Jorge | Homepage | 06.30.05 – 1:14 pm | #

[Novidade a adicionar às anteriores: eu sou ladrão de ideias. Provas, ou simples argumentos, que cimentem o que disse anteriormente, disso é que não temos ainda. Nisso somos diferentes: eu explico onde e como ele é o que eu afirmo que ele é, ele não se dá ao trabalho; é um mero difamador, por princípio. O problema é que assim ninguém poderá saber se ele tem ou não razão no que afirma]

Escreveu Jorge em 30-06-2005 às 13:18:

Claro, claro. É a arruaça, claro.

E por isso é que dos oito sócios da coisa, ficaram dois do teu lado, contando contigo.

Quanto à “arruaça”, o que eu escrevi foi, textualmente, o seguinte:

“Ouçam este homem. Sim, porque quando se fala em enganar os outros, ele sabe bem do que fala.”

Com tanta interpretação possível para esta simples frase, é eloquente quanto baste que tenha dado origem a este arrazoado que está aqui por cima.

Amigos do Paulo Querido, o gajo é porreiro enquanto não tiverem ideias que lhe apeteça roubar. Se quiserem disfrutar do disfarce de homem do Paulo Querido, guardem os vossos projectos bem guardados para vós mesmos. Se não o fizerem, é natural que fiquem a conhecer o rato.

E fim. Podes-me difamar à vontade. Só me atinge quem tem nível para isso.

(agora vamos lá a ver quanto tempo este comentário aqui fica. Essa é outra que me abre a curiosidade)

Escreveu Jorge em 30-06-2005 às 13:51:

Só uma coisinha mais. Visto que a frase “coisas ditas em reuniões que não iriam ser abertas ao público” está removida do seu contexto (o que também tem uma eloquência que cega, diga-se de passagem), e visto que o contexto está facilmente acessível, aproveito para vos direccionar para ele. Está aqui. Ou, caso este sistema tenha o HTML desabilitado, em http://www.haloscan.com/comments/lampadamagica/111869708593941240/

Tirem as vossas próprias conclusões.

[a intoxicação está-lhe no sangue: no post está linkado o texto dele no qual surge o contexto e também os comentários. O que faço notar de seguida, ao mesmo tempo que o desafio a dizer que ideias lhe roubei. O que nunca fará ao longo deste tempo. Pela razão simples de nunca ter tido uma ideia que eu lhe roubasse. Mais acusações entretanto, nunca provadas ou sequer defendidas: que eu censuro os comentários no meu blogue.]

Escreveu pTd em 30-06-2005 às 19:26:

Continuas o mesmo mixordeiro intoxicativo. Se fosses capaz de dizer que ideia tiveste que eu te roubei — bem, ficávamos pelo menos a saber que ideias tinhas.

Escreveu pTd em 30-06-2005 às 19:27:

correcção óbvia da gralha acima: “…a saber que ideia tiveste”.

Escreveu pTd em 30-06-2005 às 19:33:

Ops, com a pressa de ir lavar as mãos já me esquecia: posso difamar-te da mesma forma que tu a mim. O que nos distingue aqui-agora é fácil, facílimo perceber. É ver quem difamou primeiro. Se tu podes, caro Jorge, porque caralhos não poderia eu, de facto?!

[Começo a perder a paciência, nota-se nos palavrões]

Jorge: que ideia te roubei? Sê franco e honesto pelo menos uma vez na vida.

Paulo | Homepage | 07.02.05 – 8:04 pm | #

[peço-lhe, voltando ao tom cordato, que indique a natureza do roubo de que me acusa. Com franqueza e honestidade]

É preciso ter lata, realmente! Que sabes tu de ser-se franco e honesto, Paulo Duas Caras?

Não, não vou entrar no teu joguinho manipulatório. A mim já não me enganas tu. E eu escrevi “e fim”. Alguém que é franco e honesto quer com isso dizer “e fim”. Por isso, faz favor de desamparar a loja. Xô.

Jorge | Homepage | 07.02.05 – 8:51 pm | #

[a resposta é típica: em vez de responder, dando corpo às acusações anteriores, parte para novas baseado nas minhas supostas provocações. E uma nova: eu faço joguinhos manipulatórios. Começa também a dar sinais de a conversa lhe desagradar]

Jorge: antes de te mandar para a real puta que te pariu, coisa que não tive oportunidade de fazer ao vivo, vou pela última vez chamar-te cobarde. Atiras atoardas para o ar e depois falas em joguinhos manipulatórios. Fica provado à saciedade que não tens coluna vertebral, capacidade de diálogo. Fica provado que não és capaz de manter as tuas acusações. És um mentiroso e um cobarde.

Vai para a real puta que te pariu.

Paulo | Homepage | 07.03.05 – 3:16 pm | #

[A mim, salta-me a tampa da paciência. Recorro ao insulto baixo. Já não estou para o aturar. Ele nunca será capaz de sustentar acusações, que assim se tornam meras difamações]

Podes difamar-me à vontade, como disse e repito: só me atinge quem tem qualidade para isso. Não é o teu caso, como te encarregas sozinho de demonstrar.

E se pensas que vou descer ao teu nível, tira os cavalinhos da chuva. O que tu és está à vista: não preciso de chamar-te nada. Nem de mandar-te para onde quer que seja: tu chegas lá bem sozinho.

Jorge | Homepage | 07.03.05 – 4:29 pm | #

[fecha a conversa. Por mim, tudo bem (ver abaixo). Como ele nunca sustentou com factos, provas ou argumentação as acusações que me fez, fica provado que não passaram de atoardas. Difamações reles. Vamos encerrar o caso, pois é evidente que dali nunca virá a verdade ao de cima]

Seria demasiada ousadia tua mandares-me fazer o que quer que fosse. Não és efectivamente do meu nível — isso é uma VERDADE.

Quanto ao resto, as nossas palavras dizem tudo: quem começou o quê e quem se acobardou e quando.

Adeus, Jorge.

Paulo | Homepage | 07.04.05 – 12:41 pm | #

Safa, que o raio do bicho é sarna! Será desta que desinfecta?

Jorge | Homepage | 07.04.05 – 12:59 pm | #

[Desinfecto, Jorge. Com mercúrio-cromo]