Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

25 de outubro de 2006

Ao lado do caso Sousa Tavares

Alertado por uma leitora em comentário ao post sobre o anonimato, fui espreitar a opinião de Fátima Rolo Duarte acerca do caso de “plágio” (aspas teimosas) de Sousa Tavares. Fiquei a saber que Fátima «aprendeu ao humor com Luiz Pacheco». Aparentemente considera isso uma carta de recomendação. Eu ao contrário, desconsidero. Desdenho desta noviça manha nas letras portuguesas que consiste em escolher o Luiz Pacheco para “professor”, logo a ele, e achar que assim se fica bem na fotografia do basfond e que tal garante à partida pontos no Grande Concurso Dos Escritores. (Embora evitem as caralhadas, o que é sintomático: Pacheco, sim, mas depurado! Tipo ai ouça, eu sou muito marginal, tá’ver?).

Adiante, que é apeadeiro onde este comboio abranda mas não pára.

Sobre FRD fiquei a saber que não tem medo de provocar Sousa Tavares: «vejamos agora comigo, que não sou anónima, antes bem pelo contrário, se me ponho a jeito para pauladas ou processos em cima». Mas não espero por cenas dos próximos capítulos, não sou cliente de novelas. «Era o eras!» (olha, mamã, também sei fazer citações! Ou serão plágios? Hipertextualidades? Homenagens?)

Não li o livro, os livros, não tenho opinião firme na matéria, o meu post sobre o anonimato era isso mesmo, um post sobre o anonimato e os efeitos dele. Ler FRD, que não é anónima mas sabe plagiar estilos (uma quase obrigatoriedade nas letras, diga-se por sinal) e tem outro Pacheco, o Assis, a espreitar-lhe por debaixo das teclas, não ajudou em nada à minha compreensão do assunto excepto perceber que ela não gosta do Miguel e tem um ego grande à brava, eu diria maior que o ego do Miguel e, «a páginas tantas», maior que o do próprio Pacheco (o Luiz, que o Assis também tinha mas era homem modesto e senhor educado). O que — isso sim — é obra.