Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

17 de dezembro de 2004

Barnabé, comentários, difamação, guerrilha

Pouco tempo, vamos por sínteses. Alguns Barnabés decidiram suspender as caixas de comentários. Estão no seu direito. Pessoalmente acho que é dar demasiada relevância ao assunto, mas não sou eu a levar com os insultos pelo que aceito a decisão deles.

Como fez notar o André Belo, não são os comentários a seiva da interactividade do Barnabé — pelo que podem aqueles ser fechados sem perda de identidade ou função.

Muitos comentadeiros são atraídos pelas luzes da ribalta. Não tem rigorosamente nada para acrescentar, limitam-se a aparecer, quais emplastros dos blogues. É a vida. Ou os aceitamos piedosamente, ou não. Cada um faça como entender. Eu encolho os ombros a quem me chama filho da puta e daí para baixo. A maior parte das vezes nem reparo.

Quanto mais um blogue brilha, mais emplastros atrai. Viu-se com O Meu Pipi, vê-se com o Barnabé.

A difamação nos comentários não é pior nem melhor que noutro blogue.

A propósito de difamação, surgiu hoje o primeiro caso de pedido de informação por parte de um tribunal relativamente a um conteúdo do weblog.com.pt. Não vou revelar nada por agora, quero só adiantar que o conteúdo em causa não é um comentário mas sim um artigo ou post. O autor apagou-o da base de dados — o que revela inocência… Os arquivos ficam na mesma online, é necessário outro esforço para os retirar do domínio público.

Vem este episódio reforçar a necessidade de editarmos com consciência. Um insulto é um insulto, uma difamação é uma difamação e somos rsponsáveis pelo que dizemos e escrevemos. Os blogues, mesmo que não identificados, não são anónimos. Um mínimo de investigação policial levará à descoberta da identidade em 99,999% dos casos. Há registos de actividade. Por lei os service providers são obrigados a manter os registos durante um período de tempo e a facultá-los ao poder judicial, cumpridos os requisitos. Como service provider de blogues, a pauloquerido.com cumprirá a lei.

Ainda um palavra para o relacionamento com os difamadores. Já o sugeri noutras ocasiões: combatam-nos com as mesmas armas. Se quereis realmente fazer alguma coisa (por mim ignorava olimpicamente o assunto) então organizai-vos em grupos de guerrilha e não dêem tréguas aos riapas deste mundo. É fácil desmontar as intenções deles e desarmá-los. É claro que se corre o risco de transformar a blogosfera num campo de batalha durante algum tempo. Coisa pouco elegante. Mas antes isso do que a impotência da lamúria pública.

Coloco os meus humildes conhecimentos à disposição da guerrilha, se e quando houver uma. Não serei eu a lançá-la nem a subscrevê-la, mas serei com muito gosto mercenário ao serviço de tal causa.