Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

29 de setembro de 2005

Caro RAF: vá dar sangue (act: e leve JM consigo)

Alguém chamado Rodrigo Adão da Fonseca que, segundo consegui perceber, apresenta como melhor carta de recomendação ser um ilustre desconhecido que escreve num blogue colectivo, esteve de piquete nesse blogue de referência da blogosfera portuguesa e quiçá mesmo lisboeta chamado Blasfémias e chamou-me trauliteiro e rasteiro por, acha ele, eu ter «decidido» «pôr em causa a credibilidade» do tal blogue insuspeito.

Da prosa dele não percebi nada excepto que ficaram piúrsos com dois posts meus. Esse tal de RAF, que aparentemente está no blogue para servir cafés a João Miranda, consegue dizer completamente fora de tópico que «todos os blasfemos têm elevada credibilidade profissional nos meios onde actuam», embora para aquilo de que eu falava (escreverem num blogue) pareçam só ter «uma forte preparação». Ora, eu não coloquei credibilidades profissionais em causa: limitei-me  bater palmas ao Rui (Klepsýdra) por desmascarar as insuficiências e a afirmar, repetindo-o agora, que considero que o blogue está a baixar na fasquia da credibilidade, dando o flanco repetidamente em vários assuntos. Assim mesmo, vago, porque – ao contrário do que pensaram aí os jarrões de enfeitar caixas de comentários – me limitei a emitir um pensamento sem teorizar por ai além sobre ele. Ao contrário do Blasfémias, este é um blogue despretencioso. Nem todos são (ou querem ser) mirandas – sejam joões ou carmens. Se se picaram, azar – temos pena.

RAF adianta ainda que o blogue deles é um blog de inspiração liberal, com um posicionamento único para o debate porque tem caixa com comentários e links. Sim. O Pipi também, e daí?

PS: descobri depois que afinal também João Miranda já antes acusara o toque: afirma que eu não tenho autoridade para avaliar a credibilidade dos outros. Claro. Só os liberais e sabujos dos leitores dele são competentes para isso.

JM: o meu currículo é público há vários anos (embora desactualizado), mas o seu não o encontrei em lado nenhum on line. O Google aparentemente não sabe quem você é. Quando o apresentar, começamos a luta de currículos. Veremos qual de nós tem mais preparação para avaliar os mecanismos de construção da credibilidade on line.

( Sergei: desculpa o mau jeito. )