Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

27 de setembro de 2007

Como deixei de fumar em 4 passos

Deixei de fumar já fez dois anos no Verão. Ontem mesmo decidi recapitular os 4 pontos que resultaram comigo porque ao final da tarde passei um longo teste de duas horas entalado entre um fumador inveterado à minha frente e fumadores que se revesavam atrás de mim. Se Diogo Infante deixa de fumar e faz uma campanha publicitária, eu posso fazer uns posts. Não temos os mesmos públicos e eu de qualquer forma tenho alvos melhor definidos, nichos por assim dizer; talvez dê força ao Daniel Oliveira — não para já, que ele não tem condição de dar o primeiro passo, mas quem sabe para um futuro não muito distante.

Um dos medos que sempre se ouve aos ex-fumadores é o medo de um dia voltar a pulsão por pegar num cigarro; o candidato a deixar de fumar adora estes motivos para se agarrar ao vício, pelo que as histórias continuam a circular. A minha experiência ao longo destes dois anos faz-me crer que tal medo é em larga medida um mito. E ontem à tarde tive uma nova prova disso: apesar das incessantes baforadas do Daniel e da barreira de fumo cruzado que suportei sem um ai (não correspondo, de todo, ao retrato-robô do ex-fumador), em momento algum me passou pela cabeça voltar a fumar. Não tive nenhuma vontade. Não senti nada — excepto algum desconforto, um pouquito de falta de ar e o cheiro, senhores, o cheiro, aquele cheiro nauseabundo de que nenhum fumador está consciente. Sei do que falo, fumei durante mais de 30 anos e nos últimos 15 o meu consumo médio diário ultrapassava os 40 cigarros — facilmente uma centena em noite comprida.

A vontade que tive foi de escrever este post. Ou melhor, uma curta série deles, porque ando com pouquíssimo tempo e de qualquer forma quanto mais compridos os textos, menos lidos são, dizem.

Vamos então ao primeiro dos quatro passos: