Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

18 de dezembro de 2004

Contratempos

Está quase no fim estoutro dia sem ti. Um dia de contratempos, um oceano, uma distância, um servidor de correio aos baldões, conversas telefónicas breves sem paz entrecortadas no meio da tua correria entre afazeres. Meu doce amor, a tua grande coragem, enfrentando os contratempos sustida pelas forças da dignidade e do inabalável querer, eleva-te e reforça a minha admiração pela mulher gentil e firme que tu és. Sim: é sempre possível admirar-te mais, amar-te mais — não duvides, exceptuando a morte não há fronteiras. E tu sabes que o meu passado me confere autoridade para tranquilamente afirmar que se pode sempre ir mais longe: no amor como na vida os limites que traçamos, reconhecemos ou nos impõem não passam de ridicularias pulverizáveis no momento seguinte.

E nós já viemos de tão longe! E tão depressa: meras três semanas pelo terreno calendário. E cada minuto foi altius e fortius que o anterior.

Tu corajosa

Eu inabalável

Um resto de sábado feliz, meu amor. Já falta menos. Um beijo casto que as crianças estão a ler.