Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

1 de junho de 2005

Do que é fundamental (4º episódio: a redoma da opinião publicada)

Além de exporem preversamente as fragilidades humanas como a vaidade o o medo do ridículo (que na televisão se confunde com o próprio ridículo), os “directos” de rua não significam rigorosamente nada senão a espuma humana desse mesmo momento. Na melhor das hipóteses, são enfeites.

Ma é nesses directos que, aparentemente, bebem o sentir da populaça os analistas e comentaristas publicados da nossa praça. (E também os políticos, já agora.) Auto-convencidos que de “eles” é que “discutem” e “debatem” a coisa pública e que o povo, na sua santa ignorância, não consegue ver além do penalti controverso e do Carnaval contínuo de Alberto João Jardim, vivem numa redoma opinativa que, a exemplo do que se passa com os políticos, os afasta irredutivelmente do povo.

[ segue às 15:45 ]