Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

1 de dezembro de 2004

Duodécimos

Eu queria aviar um post sobre a política mas gastei o tempo a amenizar a factura de oftalmologista dos meus leitores. Segue em curtas.

Contentes com razões especiais: Barnabé, Abrupto, Causa Nossa, Marcelo Rebelo de Sousa e Jorge Sampaio.

Contentes sem razões especiais: generalidade dos portugueses, incluindo os partidos da coligação (à excepção provável, não provada, de Pedro Santana Lopes).

Economia. Paralisa por seis meses. Paralisar é bom. Um carro paralisado não está em queda pela ravina. Entra o Orçamento em duodécimos, avisam os economistas, e eu digo, so what?

Sociedade. Respira de alívio e fuma a ganza da paz com o presidente.

Presidente. Fuma a ganza da paz com o ppl e reforma-se mais cedo com a consciência aliviada.

PSL. Ganha o partido por uma inapelável razão: não há lá mais ninguém. Vá lá, tem uma oportunidade de arranjar ministros decentes e trocar de gel.

Paulo Portas. Tem a oportunidade de se demarcar do PSD indo gritar prós comícios “não fui eu!, não fui eu!”. Talvez sobreviva.

Marcelo Rebelo de Sousa. Ri, mas pouco.

Cavaco Silva. Ri mais que MRS, mas não muito. Pelas mesmas razões de MRS: as presidenciais. A marcação homem-a-homem vai intensificar-se.

José Pacheco Pereira. Ri-se à brava, “eu não dizia!, hein?! eu não dizia!…”. Continua no passivo do partido, a blogar em grande e vai tentar publicar o Abrupto em livro, seguindo o Barnabé e mais uns na calha. Se não arranjar editor maior, caro JPP, fale comigo: já sou publisher e estou interessado.

José Sócrates. Vai afinar a garganta para os comícios e comprar um sobretudo Armani verde escuro. Vai uma aposta?

Daniel Oliveira. Preparem-se para doses maciças de ego no Barnabé.

Bloco de Esquerda. Vai crescer nas próximas eleições.

PS. Hum? No pasa nada.

PCP. Hã? Quem?

E finalmente eu. Usando a expressão dos analistas de bolsa, fecho em alta ligeira.