Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

29 de junho de 2006

Fica mesmo tudo dito

Um post demolidor, o de Carlos Araújo Alves, sobre o novo regime de apoio às artes. Refiro-me ao segundo, Novo Regime de Apoio às Artes – II, mas a leitura do primeiro (e dos dois lá citados) será também útil. Fica tudo dito:

O que é que impede um artista de criar em total liberdade e colocar no mercado o seu trabalho [...]?

Nada! Rigorosamente, nada! Faça-o e não dê contas ao Estado!

No entanto, se se candidatar e for contemplado com um subsídio do Estado para criar é porque está disposto a cumprir as regras do mandante – cumprir com o que lhe foi pedido!

Trata-se de um contrato comercial, para todos os efeitos, obrigando, como tal, a que as partes cumpram o estipulado.

O que andou (e anda) muito mal há muitos anos é o Estado não controlar o que subsidia, não saber porque é que o faz, não avaliar a relação custos/benefícios e não obrigar os subsidiados a rigorosos métodos de gestão e prestação de contas!”

Andei a guerrear com isto uma década no Bairro Alto. Podem imaginar que não deixei lá amigos. Mas é mesmo assim. A arte do subsídio é uma bosta, mas quem estende a mão, cumpre. E o Estado deve, efectivamente, controlar o que sustenta. Olha não!