Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

22 de fevereiro de 2007

Internet Explorer 7: seis razões para uma quota de mercado maior

Nos últimos dias reparei por duas ou três vezes, nas estatísticas de acesso de vários blogues e sites, num pormenor que começa a ganhar corpo: a percentagem de utilização do Internet Explorer 7 está anormalmente abaixo do que seria de esperar. Cinco meses depois do lançamento os números mais optimistas dão-no com menos de um terço do mercado, dominado pela versão anterior, o IE 6.

Listo abaixo as seis razões segundo as quais o IE7 deveria ter uma quota bem maior.

1. Foi lançado como o concorrente ao Firefox, tendo com isso conseguido captar a atenção geral de uma zona de consumidores que já mal ouvia falar da Microsoft.

2. A crítica recebeu-o com justificado entusiasmo: a Microsoft finalmente fazia um upgrade ao seu browser, com alguma humildade, tornando-o mais compatível com os padrões da web.

3. As análises concluíram que o IE7 é menos inseguro do que os antecessores. Não tendo ainda (e é provável que nunca venha a ter) o nível de segurança desejado, é contudo uma melhoria face ao IE 6 — sobretudo no Vista (ler Vista security overview: too little too late).

4. O botão de upgrade now surge em milhões de computadores com o XP.

5. O efeito-clã. Os entusiastas da Microsoft (que os há, aos milhões) ouviram calados durante anos as críticas dos clãs Firefox, Opera e até Safari (Apple), que gozaram a falta de modernização do Internet Explorer — um produto velho de anos à vista desses browsers. Com uma nova bandeira, finalmente, o clã fez-se ouvir. Mas não aconteceu nada.

6. As funcionalidades de tab e anti-phishing são razão mais do que suficiente para os utilizadores do IE6 migrarem para o IE7.

Porque estão estas razões a falhar? Na próxima segunda-feira darei uma resposta. Até lá o tema está aberto.