Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

10 de julho de 2006

Já comprei bilhete. No primeiro camarote

Depois da euforia do Mundial, vêm aí a depressão.

Os políticos governam cada vez pior.

A época dos incêndios já começou.

O Zidane estragou o seu final de carreira com uma cabeçada que ensombrou o Mundial de futebol.

O copo de água está meio vazio.

A demografia vai acabar com a civilização e se não for ela serão os antibióticos, a ecologia ou o colapso da economia capitalista (ou outra pôrra qualquer, que interessa isso?)

Pulidistas e outros schopenhaueristas continuam, firmes, a anunciar o apocalipse para a semana que vem.

A catástrofe bate de longe, por 4 contra 1, a normalidade.

Com a quantidade de nihilistas por metro quadrado que, segundo os analistas, temos em Portugal a pergunta não é quando é que Portugal desaparece, mas sim como é que Portugal consegue ver-se ao espelho quando manifestamente não passa de um fantasma.

Aderindo à moda catastrofista: este pessimismo cultural é propício a derivas da democracia. Isto ainda vai tudo raso. À direita, claro está.

Eu por mim já comprei bilhete no primeiro camarote para assistir à débâcle da sociedade portuguesa comtemporânea. Parece é que o espectáculo está atrasado — ou não se tratasse de um espectáculo português…

Nota: permaneço devoto da coluna de Vasco Pulido Valente, que fique bem claro :)