Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

28 de fevereiro de 2007

Joost: primeiras impressões

«O interface é muito simplista e intuitivo, as teclas e o movimento do rato fazem o que se espera deles e não precisei de consultar o help. Em termos de qualidade, as primeiras impressões são excelentes – se tivermos em conta que estamos a ver um canal pela Internet e não pela antena. Em termos globais coloco a qualidade de vídeo a par dos canais digitais da TV Cabo. Quanto ao áudio é outra história: todos os canais são estéreo e de excelente qualidade» (hextreme sobre o Joost em Cotovelos).

É a primeira crítica que leio em Português ao serviço Joost, a televisão que promete escolha infinita, verdadeira interactividade e por aí adiante, criada pelos malucos cujas obras ficam garantidamente na História deste século no matter what e mesmo que daqui por 30 anos ninguém se lembre dos seus nomes: Niklas Zennström e Janus Friis.

Com a semente Kazaa mudaram a indústria musical, com a semente Skype mudaram a indústria da telefonia (operação em curso) e com o Joost vão mudar a indústria da televisão (operação em fase beta).

Eu não testei e é pouco provável que venha a testar: perdi o hábito da televisão e não vejo motivos para recuperar esse malefício. Mas sigo com interesse o trabalho da dupla, em especial Zennström, espécie de “pai” do peer-to-peer descentralizado e que está para a web 2.0 como Vicent Cerf esteve para a versão beta da Internet e Tim-Berners Lee esteve para a web 1.0.