Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

18 de agosto de 2007

José Sócrates e a Wikipedia: mais factos e questões

Teaser para um post que publico no Expresso online com o mesmo título, em web 2.0.

Para mim, o caso da “limpeza” da ficha de José Sócrates na Wikipedia inglesa não é um caso. É uma notícia, sim, mas como notícia foi dada num tom mais apropriado ao Verão e à silly season. Nada contra o tom — há muitos tons na Imprensa, como há muitos tons no jornalismo, como há muitos tons na blogosfera. Já tenho experiência suficiente para saber que “A Verdade” é uma ferramenta demagógica dos mandantes de — lá está — todos os tons, incluindo os pequenos e médios intelectuais da república. Quando conseguimos chegar perto dos factos, já é de ficar contente.

O Pedro Fonseca desmonta a parte substancial do alarido, baixando o nível de gritaria para um patamar que torna possível falar sobre o caso e até ir mais longe. Em pormenores, cita a “cacha” original do Zero de Conduta (Os longos braços da censura socrática — um título totalmente adequado à saison que, este ano, começou mais cedo e não dá mostras de abrandar) e a notícia do João Pedro Pereira no Público (correcta se a consideramos o que é, uma notícia curta e apressada, para levantar uma lebre, não ainda para a cozinhar com todos os temperos).

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Questões pertinentes

1. Começo por uma questão marginal, contudo cada vez mais curial: os métodos de identificação online.

2. Teria alguma vez ido parar à ficha de José Sócrates na penúltima edição da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira um período como: “a strong case is being build up against possible false declarations by José Sócrates on his university degree. Under heavy pressure, the Portuguese Prime Minister promised to clarify the situation“?

3. E caso fosse, na edição seguinte esse parágrafo seria apagado, com uma nota de rodapé contendo todas as versões da ficha, bem como a discussão entre os diversos autores dos diferentes parágrafos?

4. (Esta tem a resposta mais fácil,) como se pode falar em “máquina de contra-informação” referindo-se a um conjunto de artigos de edição livre, edição feita numa rede pública e sem segredos, onde todos os nossos passos ficam registados e disponíveis para consulta popular?

Leia o artigo completo no Expresso online.