Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

1 de outubro de 2007

Kronos: melhorar a gestão do tempo e dos recursos

Um dos meus problemas crónicos, nas várias empresas que montei, foi o da gestão dos recursos, a começar pelos humanos. Não é dos meus fortes. Ao ponto de me ter “especializado” em unipessoais de letra e forma. Mesmo a minha actual empresa, que não é uma unipessoal mas uma limitada com dois sócios, é na prática uma unipessoal: trabalho sozinho nela. Dou-me melhor com o método de colaborar em projectos ou equipas. A minha relação com o Expresso, que ainda é a minha principal forma de vida, cabe nesta metodologia: sugiro ou sugerem-me temas, coordenam-me os timings de publicação e os espaço, trabalhamos em grupo, por e-mail sobretudo, os detalhes que são tratados por mais de uma pessoa (as ilustrações com o Buchinho são o exemplo mais comum).

Por isso, quando surgiu uma oportunidade para escrever sobre o tema do Time and Attendance, nomeadamente fazendo uma análise ao produto da Kronos, hesitei. Não sendo um dos temas em que estou mais à vontade, é precisamente uma matéria em que me dava imenso jeito adquirir mais conhecimentos e aprender pelo menos o básico. Até porque parte das técnicas e tecnologias que se ajustam à gestão dos empregados numa empresa de pequeno e médio porte — o alvo deste Time and Attendance — são perfeitamente adaptáveis à organização de uma rede laboral federada em que estou envolvido.

Os 30 anos de experiência da Kronos são um capital de significativo valor.

Embora não tenha um dos problemas típicos das PMEs, que é o de ainda estarem prisioneiras do papel para a sua gestão de listas de pagamentos, por exemplo, já os exemplos do manual sobre a gestão dos melhores vendedores com vista a premiar a produtividade deixaram-me a pensar…

Percebi a importância da planificação para automatizar os processos. Uma questão que sempre me passou a lado, infelizmente, pois não sou grande planificador…

O programa da Kronos dá grande destaque ao ROI, a medida que está tão na moda. Desconfio que o termo Return on Investment ainda não integra o léxico da maior parte das PMEs nacionais. Eu, que conheço o termo, tenho algumas dificuldades em distribuir melhor o meu tempo e dou comigo muitas vezes a consumir horas demais nos projectos com menor retorno. Por isso, esta brevíssima análise introdutória ao potencial do sistema da Kronos teve dupla utilidade para mim. O meu ênfase será nos aspectos do controlo de custos — sendo que pago uma elevada factura diária em atenção e tempo — e no aumento da minha produtividade (depois alargarei à rede) através da consciência do ROI. Suponho que as micro-empresas e PMEs ligadas às tecnologias de informação darão relevo a estes pontos, enquanto as empresas da indústria a e as de serviços não-digitais verão maior utilidade nas ferramentas para o melhoramento da eficácia.