Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

26 de novembro de 2005

Lamento

LAMENTO. José Pimentel Teixeira reagiu muito mal a um comentário colocado no meu blog. Ler aqui o post dele. E aqui o meu post, com os comentários abaixo, incluindo um dele e a minha resposta. Porque só depois de lhe responder descobri que tinha elevado a conversa à categoria de post, achei por bem fazer o mesmo. Segue. Com um único comentário, que é pessoal e foi previamente enviado a José Pimentel Teixeira por e-mail: lamento a ira dele contra mim. Que considero totalmente injustificada. Segue a minha resposta.

Caro jpt, o meu sorriso cúmplice era para a piscadela de olho do comentarista Helder, por causa da guarda-pretoriana. Era um diálogo no comentários, apenas.

Quanto à sua irritação, é-me difícil percebê-la. Saber quem é João Miranda só dignifica o próprio João Miranda, na minha humilde opinião. Acho mesmo que podia ter sido o próprio João Miranda a declarar quem é, mas é claro que a decisão é dele e eu respeito a decisão, apenas revelo aqui a minha opinião sobre isso.

Discordo de si nalgumas coisas.

Uma: o próprio, ou alguem, ainda não confirmou se aquele João Mário Rodrigues Miranda é o João Miranda que assina no Blasfémias aquelas deploráveis “postas” (deploráveis é opinião minha, bem entendido); logo, tomo a informação com reserva; e sempre lhe adianto que, a confirmar-se, aos meus olhos João Miranda subirá uns pontos (não que ele se importe com isso, não que isso seja pouco menos que irrelevante para a conversa, é apenas dizer-lhe como eu reajo, e eu reajo bem a saber quem são as pessoas, mesmo que respeite o direito ao anonimato).

Segunda: embora aquele link nos levasse a saber que tipo de qualificações profissionais terá João Miranda, nada nos revelaria sobre o seu perfil profissional (ao contrário do que você afirma).

Terceira: é claro que a profissão de João Miranda pode nada ter a ver com as suas posições no blog, mas quem está no espaço público está sujeito a esse tipo de avaliações. Eu que o diga: tenho um blog pessoalíssimo mas sou diariamente julgado como jornalista e não como cidadão. Não é uma queixa, é uma constatação: para o bm e para o mal, estamos no espaço público, logo sujeitos a algum escrutínio do público. É injusto? Admito que sim. Diga isso aos políticos que são insultados e vilipendiados centenas de vezes ao dia. Aos artistas. Escritores. Futebolistas. Arquitectos. Empresários.

Quanto ao resto: há muito que me calei sobre o provedor e é assunto que, como devia saber, lamento profundamente a intoxicação feita ao que escrevi, pelo que nem mais uma palavra. Os arquivos falam por si e a história será feita se tiver de ser. Os deveres, na ausência de um código de conduta (e não estou sequer a defender a sua existência) cada um faz aquilo que a sua consciência lhe dita, em última análise. Já tirei um post sobre João Miranda porque a minha consciência mo ditou, fique a saber. Este post, porém, era irresistível, de tão ridículo acho o comportamento de alguns dos Blasfemos na promoção e defesa da imagem do seu aparente líder.

Caro jpt, pidescas são coisas já passadas e ainda por vir na blogosfera. Como tentativas de assassinato de carácter ou reputação. Fazer links para informação pública não me parece um acto pidesco em circunstância alguma. Mesmo que aquele João Miranda não seja o João Miranda, ter-se-á tratado de um erro. Se bem ou mal intencionado, só o autor (ou uma investigação) poderá avaliar.

Em todo o caso não vi motivos para tirar o link ou o comentário. Por respeito, tirá-lo-ia a pedido de uma pessoa. É escusado dizer quem.

No sistema que giro, já fiz duas limpezas, ambas a conteúdos ilegais. Já fui indagado com a Justiça por causa de conteúdos lá colocados (não por mim, obviamente). O sistema rege-se por um código: conteúdos ilegais podem ser apagados sem aviso. Quem define a ilegalidade não sou eu, claro está, mas sim as instâncias próprias (os tribunais). O sistema é neutro face aos conteúdos, posições ou pessoas.

Eu, no meu blog, não sou necessariamente neutro. Escreverei o que me apetecer, responsabilizando-me (enquanto cidadão, não enquanto jornalista pois não exerço a profissão no meu blog).