Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

12 de junho de 2007

Literacia digital: Governo promove plano discriminatório

O plano de combate à iliteracia digital anunciado pelo Governo parece ser, afinal, outra coisa. A Literacia Digital é uma mistificação. Deixa de fora pelo menos um quarto dos portugueses potenciais candidatos. É um plano discriminatório, oriundo de uma empresa com maus antecedentes na relação com os políticos portugueses, que desmascaro no Expresso online.

Eis um aperitivo.

Os conteúdos do curso não são visualizáveis por quem tenha um Apple.

Os conteúdos do curso não são legíveis por quem use Linux.

Para adquirir literacia digital é obrigatório o uso de um sistema operativo específico.

Não fica por aqui: a literacia digital está vedada a quem use Firefox. Ou Mozilla. ou Opera. Ou Safari.

O que foi apresentado como parte da solução para a iliteracia digital dos portugueses é, afinal, parte do problema da nossa cibercidadania: continuamos sujeitos à discriminação de uma empresa que, não por acaso, já foi sancionada pelos Estados Unidos da América e pela União Europeia por práticas monopolistas.

Não se pense que o número de discriminados é ínfimo, ao ponto de podermos fechar os olhos e deixar passar: com previsões conservadoras, estamos a falar de um quarto da população portuguesa de cibernautas. Pior: todos os indicadores apontam para o aumento, nos próximos anos, do número de pessoas que não usam o browser escolhido pelo Governo, ainda que por omissão, para combater a iliteracia digital — o que é no mínimo estranho.

Leia o resto no Expresso online.