Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

24 de agosto de 2007

Lusomundo: bilheteiras para quem não quer pipocas, precisam-se

Comecei por odiar as pipocas no cinema. Depois fui pai e depois ainda fui padrasto e nesse tempo algo se alterou. Confesso que hoje, volta e meia, compro um pacotito, o que me faz perder muito tempo na fila (em regra tenho os bilhetes comprados com antecedência, o que não é sensato fazer às pipocas). No entanto, e até por isso mesmo, considero absolutamente pertinente a sugestão de Fernando Penim Redondo no Dotecome: bilheteiras para quem não quer pipocas. Já vi pessoas perderem parte do filme por causa disto, e a nós acontece-nos com irritante regularidade perder os comerciais.

Respigo do Dotecome, sugerindo a quem estiver de acordo que faça o barulho possível (“o poder do cidadão” na Web 2.0 não é só retórica):

Voltei a experimentar o suplício de estar na bicha das bilheteiras da Lusomundo.

Com a ideia peregrina de vender, em paralelo com os bilhetes, uma série de patetices sob a forma de pipocas, faz-se o espectador esperar eternidades. Eu, por exemplo, cheguei um quarto de hora antes e acabei por entrar com dez minutos de atraso.

Não me venham com o marketing e a rentabilidade que não me convencem. Assiti à debandada de vários potenciais clientes. Eu próprio já desisti várias vezes de comprar bilhete.

Seria muito complicado ter umas bilheteiras para quem não quer “comes & bebes” ?” (em o cinema e as pipocas)