Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

27 de junho de 2007

Microsoft Surface: só para coleccionadores (ricos)

Nah. Não vejo nisto o futuro. Pelo menos, não o futuro da informática doméstica. Nem o futuro da informática pessoal. Nem o futuro da informática das instituições. Admito que o futuro das caixas registadoras dos estabelecimentos de encher o olho ao cliente possa tirar partido de um colosso destes. Certamente que alguns fancy restaurants onde a comida precise de embrulho e bares onde não se passe mais nada adquiram estas monstruosidades muito engraçadas e é muito provável que os convidados para a mansão de Bill Gates possam “folhear” os albuns da família com um computador de mesa. Se fosse há uns cinco, seis anos, admitiria ainda que uma ccoisa destas poderia ter dado jeito numa Redacção, para a escolha das fotos da edição.

Como prova de conceito é muito bonita. Como protótipo é excelente — e acreditem que já tenho a minha conta de protótipos extravangantes capazes de fazer isto, aquilo E AINDA aqueloutro. Mas como produto, não vejo aplicabilidade além dos coleccionadores de extravagâncias. Podres de ricos, I mean. Não me interpretem mal, eu gostaria de ter um, quem não gostaria? Mas — já imaginaram o preço desta inutilidade?

É claro que agora já. Por isso percebe-se que é bom marketing da Microsoft. Uma maneira de dizerem, causando impressão até nalguns geeks distraídos, que (também) sabem fazer computadores bonitos e rápidos (como a Apple). Correcção: protótipos bonitos e rápidos. Bem precisam de bom marketing. Boa sorte.