Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

14 de agosto de 2005

Motores da blogosfera engasgaram…

Artigo um pouco, mas só um pouco, controverso no Diário de Notícias de hoje, sobre a blogosfera. Intitula-se Blogues políticos deixam de ser motores da blogosfera nacional.

Sou fonte citada no artigo. Tudo bem, as minhas declarações estão reproduzidas com fidelidade. Só me espantei porque foram recolhidas… há um mês e uma semana. Nada a apontar, quem escolhe o timing é o jornal e não as fontes, como eu bem sei. Só falo nisto porque num mês MUITA COISA pode mudar na internet :)

De resto, estou de acordo no essencial com o que ressalta da leitura da reportagem (que não é, repito, não é um artigo de opinião de dois jornalistas!). Aliás, por acaso estou precisamente a escrever uma reportagem sobre o que mudou nas audiências da blogosfera nos últimos doze meses e a conclusão geral corrobora o título do DN.

Update: indelicado o texto de Paulo Gorjão no Bloguitica sobre a peça do DN, sobretudo no que diz respeito ao weblog. Veladamente, PG tenta acusar os autores de se atrelarem aos dados do weblog, dados por mim. PG não cita as minhas palavras, ou o sentido do seu texto seria MUITO diferente. Tudo aquilo para dizer que o weblog aloja uma minoria de blogues? Bah. É público. o Weblog é o único a dizer em tempo real quantos blogues, posts, comentários e trackbacks tem. É também o único a fornecer estatísticas de acesso. Mais transparência, não há em lado nenhum.

PG podia ter feito – ou fazer ainda – o mesmo que eu fiz (desconheço se a rapaziada do DN fez): pacientemente sacar os dados do Sitemeter e fazer comparações.

Aliás, PG nem sequer vê o seu próprio Sitemeter. Veja-o. Depois falamos.

NO EXPRESSO DE SÁBADO QUE VEM sairá uma reportagem minha sobre as mudanças na blogosfera. Nada tem a ver com a do DN. Aponta genericamente no mesmo sentido (diminuição da importância da blogosfera política – é um facto comprovável). Mas vai mais longe.

NOVO UPDATE EM 19 AGO 2005: Assunto esclarecido em privado com Paulo Gorjão. Mea culpa, li além do sentido – e, injusto, reagi em excesso.