Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

29 de janeiro de 2006

Não fui ver; não era a neve

NÃO FUI VER; NÃO ERA A NEVE. Não exultei por estar a nevar, ou muito perto disso, na região de Lisboa. Não aplaudi. Nem sequer reparei. E não por estar alheado ou ausente; bem pelo contrário, hoje é um dos raros dias na vida em que estou em simbiose total com a natureza. Este vento gélido sopra das minhas entranhas, aquele trovão inesperado e solitário foi a minha alma a estalar, a chuva ameaçadora é a minha doença, os raros cristais de neve (ou geada pesada) são as lágrimas que se escaparam da torrente contida.

Há quem goste do espectáculo.