Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

13 de janeiro de 2007

O país dos adivinhos

(Excertos da crónica desta semana no blogue web 2.0, que mantenho no Expresso em linha).

A espécie de obsessão, na perspectiva latina, que os anglo-saxónicos parecem ter com os estudos analíticos ajuda a explicar o avanço dos EUA, Canadá e da Grã-Bretanha nas diversas áreas relacionadas com a Internet ou desta decorrentes.

Quantas vezes o que deste lado do Atlântico parece um grande arrojo intelectual, que congrega a admiração pelo “avanço tecnológico” e a “capacidade de iniciativa” dos americanos, não passa de decisões tomadas com base em realidades concretas, atitudes de gestão racionais (para não dizer óbvias).

Há sem dúvida outras razões, mas um dos problemas da fraca prestação da economia portuguesa na sociedade da informação e do conhecimento – e reparem como formulo a frase, isentando dela as competências exclusivamente técnicas – decorre na nossa forma empírica de abordar o trabalho.

Deitamo-nos a adivinhar mais ou menos o que pode resultar. É claro que nestas circunstâncias os resultados ficarão sempre abaixo dos atingidos nas economias dotadas de instrumentos de prospecção menos dependentes das artes divinatórias e mais próximos da metodologia científica.

(Em Portugal: o país mais ou menos empírico).