Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

15 de março de 2006

O que é um blog?

O QUE É UM BLOG?. Parem as rotativas e façam já um ponto de ordem à mesa. Segundo os comentadores anónimos no Indústrias Culturais, «não se pode comparar, numa análise deste tipo, duas realidades de naturezas tão diferentes quanto aquelas páginas e verdadeiros blogues como o do próprio Paulo Querido, o Industrias Culturais, o Glória Fácil, o Abrupto, o Da Literatura, a Rititi, o Geração Rasca ou o Estado Civil.».

Temos portanto que há blogs verdadeiros, como os citados, o que implica que há blogs falsos. Convinha esclarecermos quem é que estabelece a diferença, ou faz a classificação, entre um blog verdadeiro e um blog falso. O que será um blog verdadeiro? – é uma questão nesta altura pertinente.

E a minha favorita: «aquilo a que ele chama blogues (pitas nuas, aqui é só gatas, etc) não são blogues: são páginas de fotografias por acaso alojadas no Blogger ou no Weblog». Mais uma vez se levanta a Enorme Questão De Fundo: afinal o que é um blog?

Outro anónimo usa o tom e até o mesmo tipo de fraseologia já antes empregue no Abrupto para tentar denegrir uma pretensa “análise” minha — para (e não estou a insinuar que se trata de um dos muitos ressabiados dos topes que por aí pululam): «As “teses” de Querido são completas falsificações. Basta ir aos blogs de sexo que ele refere para perceber que são fachadas de sites pornográficos e não são blogs. Querido falsifica os dados muitas vezes para assentarem nos seus odios pessoais, para além de insistir em afirmações completamente absurdas dos seus contadores do weblog. Não era o Hollywwood, o mais lido blog português? Quem é que leu o Hollywwod?».

Isto tudo, imagine-se, escrito por gente (?) que não esteve lá, não me ouviu nem sabe o que eu disse ou defendo, não se coibindo de lhe chamar já as “teses” de Querido. O facto de Querido (isto é: eu) não ter referido um único blog de sexo é totalmente irrelevante: se não referiu azar, podia muito bem ter referido e além disso não interessa nada, interessa é que são as teses dele e por serem dele não valem nada. Igualmente irrelevante deve ser considerada a inexistência de qualquer documento com as mencionadas “teses”: tais pormenores são desprezíveis para a campanha maoísta dos (supostos) anónimos. Nunca um aprendiz de Estaline deixaria que ausência de um único facto (ou mesmo teoria não-febril) comprovável que justifique a acusação de falsificação de dados lhe estorvasse a campanha por uma blogosfera moldada à sua personalidade.

É notável :)

Queridas criaturas anónimas: se isso é tudo o que têm para dar, estamos conversados.