Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

9 de setembro de 2005

Os norte-americanos

Acabo de deixar um comentário num blogue e depois quase me arrependo pois devia era enviar o mesmo comentário para a SIC, o Público, a RTP, a TVI, o Expresso, o DN, a Visão, you name it. Algo sobre um actor “norte-americano” e um realizador igualmente “norte-americano”. O autor referiu-se à condição geográfica quando queria, evidentemente, reportar-se à nacionalidade. Na realidade são ambos americanos, ou estado-unidenses para ser inequivocamente correcto.

Nós embirramos com os espanhóis por se “esquecerem” de colocar Portugal no mapa da península ibérica e achamos os americanos uns totós por acharem que portugueses e espanhóis é tudo a mesma gentinha. Temos o que merecemos. Já os canadianos, coitados, não têm o que merecem: sabem distinguir um português de um espanhol, sofrem na pele o drama do direito do mais fraco à servidão geográfica.

Em todo o lado, pelos media e agora nos blogues, este descuido com a língua. Talvez seja desajustado nesta altura em que os americanos passaram momentaneamente de vilões da guerra a vítimas do furacão na bolsa do prime-time e dos blogues ansiosos, vir falar da correcção da língua. Picuinhas. Talvez.