Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

14 de julho de 2007

Paulo Portas vai pagar caro o erro do regresso

Não tenho ligado muito às eleições lisboetas, que vou seguindo nos noticiários do almoço (já não aguento o cacarejar da blogosfera “política”). Ontem, ao ouvir Paulo Portas afirmar que o que está em causa neste momento é “única e exclusivamente” a oposição ao Governo, tive piedade do homem.

Que o seu “regresso” à ribalta, através do regresso à chefia dos populares, fora um erro político, só não quis ver o próprio no preciso instante em que derrotou Ribeiro e Castro. O CDS-PP simplesmente não tem fôlego para a travessia do deserto entre legislativas e o mais que pode aspirar é a hibernar numa caverna quentinha. Portas quis forçar a Primavera a vir mais cedo e foi mal sucedido, pois claro que foi mal sucedido, esperava o quê?

Mesmo para alguém que, como eu, é surdo ao canto da direita em geral e da popular em especial, chega a ser deprimente ver Portas a afundar-se. E tenho para mim que vai pagar caro este erro. É capaz de lhe ter custado a vida política.

“A sua marca registada, de tão populista quanto divulgada, tornou-se hoje um modelo estafado, gasto, previsível e chato” (Rita Marques Guedes, no Diário Económico) Zzzt.

Tal como Manuel Monteiro foi, é muito provavelmente a segunda anã castanha de um partido que no passado formou um punhado de líderes políticos capazes de brilhar no firmamento do centro-direita.

O leitor concorda, ou acha que Portas ainda voltará a integrar um governo ou equivalente?