Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

3 de dezembro de 2007

PSD tem um "banco" fraco, mais vale manter os titulares

Miguel Relvas — provavelmente o deputado do PSD com pior sentido de intervenção e menos para dizer — disse duas coisas notáveis ali na SIC Notícias.

Primeira coisa. Em mais uma brilhante análise da situação, disse achar que chegou a altura de, efectivamente, se investigar o caso BCP. Descanse o país. Se Miguel Relvas acha que é agora o timing, é porque é agora o timing. O povo, reconhecido, agradece — e toma nota. Vamos a isso. Chegou a altura de investigar o BCP. Finalmente. Hurra. E tal.

Segunda coisa. Discuto a legitimidade do argumento das eleições autárquicas de 2009 numa análise ao anúncio do presidente da Câmara de Lisboa (ou de qualquer outra) em Dezembro de 2007. Este argumento é o prato forte da sua intervenção, quiçá o único (no partido havia mais e melhor). É a mesma coisa que eu argumentar que Miguel Relvas disse isto na televisão a pensar na sua reeleição em 2009.

Não há nisto nada de pessoal. Mas quando vejo Miguel Relvas e as actuais linhas do PSD sinto-me na difícil situação do treinador de futebol a quem a coisa não está a correr pelo melhor e olha para o banco dos suplentes e… desiste, voltando a dar instruções para dentro do campo, a ver se estimula os titulares a resolverem.

Tem cada vez mais consistência a teoria de que a oposição a este governo, cujo prazo de validade está a aproximar-se (uma remodelação dava imenso jeito, senhor Primeiro Ministro, sugiro Janeiro), não é feita pelos políticos do PSD no activo, nem pelo PSD.