Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

3 de agosto de 2006

Resposta à resposta dada à resposta

Eu também não gosto que o Estado faça isto. Nunca disse que gostava. A diferença é que eu aprovo a medida tendo em conta uma série de factores excepcionais que se juntaram a partir do aumento, com bandarilhas, das dívidas das empresas ao fisco, e tu não, Pedro.

Quanto à “confiança”, consigo ter da mesma forma que a tenho nas outras instituições: analiso os seus resultados sabendo de antemão que (sobretudo em política) na coisa pública é preciso antes de mais equilíbrio e bom senso. Mesmo que o bom senso seja devorado por quem se sabe aproveitar e faz gala nisso, como é o caso de tantos lobis e poderosos neste e noutros países.

Dito de outro modo, confio sem ilusões.

Só invoquei o terrorismo para vincar que as tremuras da sociedade neste assunto foram prontamente aproveitadas e hoje temos, como disseste, um Estado incapaz de assegurar os mínimos (ou o que entendíamos como mínimos até há quatro ou cinco anos atrás) no campo da privacidade e dos direitos individuais.

(mais: das listas e do fascismo)