Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

13 de dezembro de 2007

Revolução na SIC: Nuno Santos e António José Teixeira

A última decisão de Francisco Pinto Balsemão ou a primeira decisão sem ele? Não sei, e as questões da cadeia de comando no grupo permanecem fechadas a sete chaves. Mas inclino-me para a primeira. Esta revolução na SIC é previsível. Uso aliás o termo revolução mais num contexto da surpresa do que no sentido da ruptura: as linhas mestras do grupo estão traçadas e consistem em apertar o cinto e trabalhar com a prata da casa, sendo isto particularmente evidente na televisão generalista.

Nuno Santos (para a direcção do canal generalista) enquadra-se no perfil de director vocacionado para recuperações assentes no “pequeno trabalho” do dia a dia, não é homem de convulsões e não tem uma equipa.

António José Teixeira parece ser uma boa cartada para a direcção editorial da SIC Notícias. A escolha, no entanto, desagradará aos comentaristas afectos ao PSD, os mesmos que acusavam a direcção do DN que António José Teixeira integrou de ser feita com o poder socialista. Ricardo Costa seria demasiado brando, talvez, para ter o pulso necessário? Não sei — mas a consistência de Teixeira é uma mais valia em qualquer caso e se mantiver o Ricardo como adjunto, como parece ser o caso, acredito que a SIC Notícias crescerá no mercado da informação sobretudo política e económica.

Francisco Penim assumirá o cargo de director coordenador de conteúdos da Impresa Digital. Até aqui a “quarta roda” do grupo, como Balsemão apelidou o braço digital criado este ano, apresentou serviço fundamentalmente fora da cadeia de criação de conteúdos, centrando-se em mercados emergentes como os canais empacotados à medida dos hotéis. A despesa da web continuou a ser assegurada pelos nós em presença, sobretudo a SIC online e a edição multimedia do Expresso. Hora de apostar numa estratégia conjunta para a web?

Não conheço Penim.

Digamos que fico moderadamente curioso.