Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

18 de setembro de 2007

Serviços de "ping": dicas para reduzir o spam e aumentar a audiência

Jonathan Bailey tem um texto interessante no BlogHerald sobre o spam nos comentários e os serviços de ping que os bloggers usam para notificar a rede da sua actividade. Sem dispensar a leitura de How To Avoid Spambots By Using Pinging Services, ilustro aqui o que considero essencial, com notas minhas: dica 1, serviços de ping a usar; dica 2, serviços a não usar, e dica 3, alternativas de distribuição para aumentar a audiência — fechando com o exemplo das mudanças que eu próprio operei na sequência desta reflexão.

O pinging é um aviso que o sistema de edição, e os bons sistemas como o WordPress e o Movable Type têm-no, envia a uma lista de endereços com a finalidade de os informar que o blogue acabou de publicar um novo conteúdo com o título tal, o sumário abc e no endereço zbr.

Nem todas as plataformas de blogging possuem este tipo de aviso, nomeadamente em Portugal, pelo que deve levar isso em consideração na altura de escolher (hoje em dia é má ideia optar por uma plataforma nacional, mas isso são outros quinhentos).

O problema é que alguns desses serviços estão hoje sacrificados aos spammers publicitários, que aproveitaram a sua popularidade e as fracas defesas para os superpovoar com as suas mensagens. Também usam a informação enviada pelos bloggers “normais” a seu favor, alimentando as quintas de links “spamáveis” com material fresquinho.

Eis o que fazer:

1. Serviços de ping a usar

A lista genérica que Bailey sugere e eu subscrevo. Pondere o leitor o seu uso.

Além das marcas associadas inspirarem confiança, estes serviços têm uma vantagem: são desenvolvidos in house e destinam-se a “alimentar” as respectivas bases de dados; isto é, não dependem de terceiros para aceitar, interpretar ou processar a informação recebida e reusá-la. Como tal assumem maiores defesas, fazendo evoluir o combate à publicidade barata do spam — a praga consumidora de recursos e de projectos, tendo feito, entre outros, o Technorati gastar milhões para lhe sobreviver.

O mesmo não se pode dizer de serviços que foram, alguns deles, pioneiros no pinging, e que municiaram dezenas de listas de actualizações (a blogosfera portuguesa, por exemplo, ainda depende muito dessas listas, outra manifestação do seu atraso). Daí a segunda lista de:

2. Serviços a considerar não usar

No artigo original, muito anglosaxonicamente não se dá o mesmo destaque pela negativa e vou seguir o exemplo. Entre os serviços de pinging ultrapassados cuja utilização devemos considerar estão o Weblogs, Blo.gs e, numa extensão menor, o Blogrolling.

3. alternativas de distribuição para aumentar a audiência

Há diversas técnicas para potenciar a leitura dos blogues e páginas. Não vou aqui debruçar-me sobre os assuntos relacionados com a qualidade, a frequência, a forma, o design, a linguagem, a hierarquia dos textos ou as técnicas de optimização para motores de pesquisa, umas ao nível do servidor, outras humanas. Ficamos somente com duas sugestões de distribuição com o potencial de aumentar a sua audiência e, não menos importante, fidelizá-la.

3. As minhas alterações

A lista dos serviços que este webzine “pingava” até agora:

http://rpc.technorati.com/rpc/ping

http://ping.blo.gs/

http://rpc.weblogs.com/

http://blogsearch.google.com/ping/RPC2

Passei a “pingar”:

http://rpc.technorati.com/rpc/ping

http://blogsearch.google.com/ping/RPC2

http://rpc.icerocket.com:10080

http://api.my.yahoo.com/RPC

http://www.bloglines.com/ping

Ou seja, eliminei o blo.gs, que de resto penso ter sido desactivado, e o weblogs.com que está completamente infectado.

Não adicionei o FeedBurner porque já o uso no meu feed.

Sacrifiquei o NewsGator por causa de outro detalhe que Bailey não citou mas que não é desprezável. Quanto mais serviços “pingamos”, mais tempo demora o texto a entrar e mais recursos consumimos. Analisando os logs ao longo de anos, não considero o NewsGator importante em estratégias de distribuição de matérias em língua portuguesa (recordo a propósito que fui beta-tester do FeedDemon antes de eles o comprarem e um dos primeiros clientes do programa quando passou a ser pago).

Mesmo assim, fiquei com um a mais face ao que considero o número ideal por razões meramente empíricas. Vamos ver como corre.

[ Nota: esta espécie de lista é dedicada ao António Dias a propósito do Armando Alves, eles sabem porquê. ]