Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

18 de janeiro de 2008

Somos um povo de parolos (uma história de mochilas que mete a Byblos e os Mac)

“Já que falamos sobre isso, tenho sentido uma certa repulsa social por quem anda de mochila às costas, que é o meu caso” — escreve, e escreve muito bem, o João Jesus Caetano num post recomendável, mais um, sobre a Byblos.

Não tem nada a ver com a Byblos, a minha referência, mas com este deprimente traço cultural do Bom Povo Português. Vemos um homem de mochila e pensamos o pior, um dos vários piores ao dispôr.

Uma parolice.

A mochila é uma grande invenção e as mochilas modernas são um espanto. Um espanto de ergonomia, um espanto de design, um espanto de funcionalidades, um espanto de versatilidade.

Experimentem viajar com uma boa mochila ou sem uma mochila e digam-me a diferença de conforto. Viajar de avião, comboio, a pé, à boleia, as you wish, sir.

Mesmo para ir de casa à faculdade, uma mochila é o mais prático.

Não é uma questão de classe: há mochilas para todas as classes e carteiras e posso assegurar-vos que alguns modelos são estupidamente caros e outros parvamente chiques.

É mesmo e só parolice.

Ando há algum tempo a deitar o olho a uma mochila concebida para transportar portáteis. É assim: mal possa bancar o luxo (luxo na variante de supérfluo), compro a mais bonita para enfiar o meu MacBook Pro.

Ah, e por falar em Macs, voltamos ao tema principal do post aludido: “a Byblos fica ao pé da Apple store, que, tal como a Byblos, segue o modelo anglo-saxónico mas é feita em Portugal, e sobre isso não há nada a fazer“.

Pois não. Solidariedade, João.