Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

12 de julho de 2006

Subscrevo

Apenas uma pequena, selecta fatia da população gostará do Digg. A maioria das pessoas tem coisas mais importantes para fazer. E desconfio que o mesmo se aplica a muitos outros exemplos dos media participados, dos blogs às tags aos wikis aos wathever. São nichos. Não há nada de errado nisso. Podemos fazer grande escarcéu (e negócio) com produtos de nicho — desde que não desorbitemos…

Mais coisa menos coisa (é uma tradução livre e até interpretada que quer chamar a atenção e não substituir o original) é o que escreveu Nicholas Carr no Rough Type (Into the chasm!), propulsionado pela berraria dos antigos utilizadores do Netscape (New Netscape = New Coke?, no Read/Write).

Subscrevo.

E também subscrevo o comentário de Mark Devlin: «The tech crowd gets value from participating in tech news because it is part of their job description to discover and be involved in tech products.

Ordinary people get little value from participation in daily news because they know that editing the news is someone else’s work. If your down the coal mine all day the last thing you want to do when you come home is help a site owner edit his site for free.»

Para João Pedro Pereira são as Lições do novo Netscape.com.

Em parte, sim.

Não devemos nunca esquecer a grande verdade dos meios de comunicação: nunca nenhum substitui o anterior. Apesar do telégrafo, da rádio, da televisão, da Internet, o livro ainda cá anda. Podem ser invisíveis aos olhos da blogaudiência, mas continuam a existir milhões de grupos de discussão onde diariamente trocam pontos de vista e outras coisas dezenas de milhões de indivíduos. Em tamanho concreto, a web 2.0 será mais pequena que a web 1.0. Mas é mais sexy(tm).