Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

26 de janeiro de 2008

Uísque de malte e caviar de esturjão? Só na Mercearia Aliança! (*)

merceariaaliancaantiga.jpgViegas Gomes recorda outros motivos de interesse sobre a Mercearia Aliança, um ícone da cidade de Faro. A rede serve também para isto, para destapar histórias que fazem a história, ainda que de forma fragmentária. Mas para isso temos o hipertexto (se bem que tenha feito a fortuna da Google, a função de “pontuar” as páginas é secundária).

Respigo: “As conservas Júdice Fialho (as sardinhas Maria Elizabete eram bestiais) e mais em nenhum lugar em retalho de balcão. Idem para o miolo de amêndoa, os figos, as nozes, vindas de São Bartolomeu de Messines, do Estabelecimento Teófilo Fontainhas Neto. Os doces regionais – D. Rodrigo, Morgado de Amêndoa – tinham o mesmo tratamento.” (em história breve do “gourmet”)

Ah, os D. Rodrigo, que deram a volta ao palatos do mundo… Ainda se podem comer e bons, mas nunca tão bons como aqueles. E a embalagem?

Messines (São Bart para os íntimos) à época ficava longe, era uma aventura lá ir. Como ir a Lagoa, no fim do mundo, onde fui encher tonéis do afamado vinho, que depois vendíamos ao jarro na Adega dos Arcos (penso lá ter visto o Viegas Gomes algumas vezes, não?).

Mas não só os produtos regionais tinham essa etiqueta. A Mercearia Aliança era única no Algarve a vender uísque de malte, rum da Jamaica, caviar de esturjão do Mar Negro” (idem).

Nota: O texto da minha autoria que Viegas Gomes cita (obrigado) sublinhando o acto evocatório está aqui.

* O título deste post é uma hipertextualidade da banda desenhada de Quino, Mafalda, com o impagável Manolito.

merceariaaliancaantiga.jpg

A Mercearia Aliança das minhas memórias, data imprecisa, eu diria fim dos 60, início dos 70. Foto copiada de A defesa de Faro