Certamente!

Paulo Querido. Na Internet desde 1989

31 de março de 2005

Um jantar em Nova Iorque

Que raio de nome para uma secção! – dirá o leitor. Na verdade, num espaço de escrita-leitura como este — sem a mínima pretensão a “jornal”, “mass media” ou “fazedor de opinião” (o que a alguns soará estranho por ser da autoria de um jornalista) — não se espera uma relação formal entre a designação dos vários compartimentos e o seu conteúdo.

Um jantar em Nova Iorque, a minha última secção inaugurada a 30 de Março, resulta de uma aposta cujo prémio é, precisamente, um jantar em Nova Iorque – e daí o título.

Simples.

Explicada a designação, vamos ao conteúdo. Vários leitores d’(o vento lá fora)* me foram manifestando, no decurso dos dois anos de existência do blogue, a admiração deles pelas pretensas qualidades minhas na análise política, na vertente sociológica mais que na politiquice do dia a dia democrático. Eu, que comecei nos jornais pelo desporto e daí para cima fiz de tudo o que há para fazer numa Redacção excepto Política Internacional (sim: até dirigi um secção de Economia, justos céus!), não lhes dei crédito. A política não é, de todo, a minha praia – para mais quando vivo, vivemos, tempos intensos ao nível dos novos caminhos das tecnologias onde — aí sim — concentro as energias que vão sobrando da suor diário pelo curto pão.

Até ao dia em que me chateei. A sério que me chateei. Vai daí aceitei a aposta (cujo teor não é público em toda a sua extensão). Pelo que, durante um ano, tão religiosamente quanto possível às 8:58 de cada quarta feira, aqui publicarei um texto de reflexão, algo que saia fora do meu registo de repórter no Expresso e de diarista no blogue. Algo esforçado. À cronista verdadeiro…

O ritmo de um por semana pode, claro está, ser alterado para cima, isto é, se a minha verve estiver pelos ajustes poderei publicar mais. O de quarta-feira é o mínimo comprometido.

Claro que vou perder a aposta. Não é por se escrever semanalmente numa base séria que nos tornamos cronistas. Não é cronista quem quer, mas quem tem a arte.

Vou deliciosa e compenetradamente perder a aposta. Mas que importa quem paga o jantar em Nova Iorque? :D